terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Alguém pode me decifrar o que é a tal felicidade? A felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval.


    A minha foi-se embora .... se a encontrares devolva-me, por gentileza, fazendo um favor. 


  Ela é rebelde, e por mais que a implore fica!

   Ela abusada vai-se ... esvai-se, passa algum tempo, e numa manhã vazia, me bate a porta... às vezes estou tão distraída e ocupada, que não a ouço... e, aborrecida vai embora novamente ... outras vezes, consigo ouvi-la, e abro a porta, nos abraçamos, e como velhas e íntimas amigas, damos longas gargalhadas... 

   Ohhh... como eu queria que ela vivesse por aqui, aqui por perto de mim... que saíssemos de quando em vez... que fossemos a um cinema... tomássemos um chá, ou um suco de tardinha. 

  Fizéssemos um fuxico, ou uma colcha de retalhos ... enquanto íamos bordando, cada uma de um lado, os pequenos retalhos de cetim, ou de chitão... íamos falando da vida...da nossa, e da vida dos outros, porque que graça tem - não falarmos do alheio? 

        Nenhuma... ainda mais entre amigas.







Alguns poetas, tentaram decifrá-la, mas tolos que são não conseguiram uma ideia clara do que poderia ser a Felicidade. 

Alguns acreditam que ela aparece quando estão na época da fartura, da boa mesa, da presença dos amigos, mas alguém disse: que felicidade, e dia nublado eram iguais, quando o dia fica nublado ninguém aparece em casa... e ficamos ali mesmo prostrados num sofá com um saco de pipoca no colo vendo tv.


   Em termos de definição, achamos que:


  A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. 

  A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior. Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade - pela filosofia, pelas religiões ou pela psicologia

  O homem sempre procurou a felicidade. Filósofos e religiosos sempre se dedicaram a definir sua natureza e que tipo de comportamento ou estilo de vida levaria à felicidade plena.


  A felicidade é o que os antigos gregos chamavam de eudaimonia, um termo ainda usado emética.

  Para as emoções associadas à felicidade, os filósofos preferem utilizar a palavra prazer. 



Evolução histórica das reflexões sobre a felicidade



Zoroastromístico que teria vivido por volta do século VII a.C. na região dos atuais Irã e Afeganistão, criou uma doutrina religiosa, ozoroastrismo, que se baseava numa luta permanente entre o bem e o mal. O bem incluiria tudo o que fosse agradável ao homem: beleza, justiça, saúde, felicidade etc.. 

No final dos tempos, haveria a vitória definitiva do bem. A missão dos homens seria a de procurar apressar essa vitória final, através de uma conduta individual correta.


Aproximadamente na mesma época, na China, dois filósofos apontaram dois caminhos para se atingir a felicidade: Lao Tsé defendeu que a felicidade podia ser atingida tendo, como modelo de nossas ações, a natureza. Já Confúcio enfatizou o disciplinamento dasrelações sociais como elemento fundamental para se atingir a felicidade.



dalai lama Tenzin Gyatsodefende a autorreflexão como caminho para se atingir a felicidade

A felicidade é um tema central do budismo, doutrina religiosa criada na Índia por Sidarta Gautamapor volta do século VI a.C. 

Para o budismo, a felicidade é a liberação do sofrimento, liberação esta obtida através do Nobre Caminho Óctuplo

Segundo o ensinamento budista, a suprema felicidade só é obtida pela superação do desejo em todas as suas formas. 

Um dos grandes mestres contemporâneos do budismo, o dalai lama Tenzin Gyatso, diz que a felicidade é uma questão primordialmente mental, no sentido de ser necessário, primeiramente, se identificar os fatores que causam a nossa infelicidade e os fatores que causam a nossa felicidade. 

E diversas obras forma escritas, diversos Mestres ilustres, como Zoroastro, Sidarta Gautam, Aristóteles , Jesus Cristo e muitos outros entre estudiosos, pensadores, iluministas e poetas, de todas as épocas tentaram achar uma definição para o que seria a felicidade, e não obtiveram plenas convicção do que seria ela.

   O filósofo alemão Karl Marx (1818-1883) defendeu o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes, como elemento fundamental para se atingir a felicidade humana. 





    

A Felicidade

Vinicius de Moraes

Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor

Recebi, esse comentário, em uma de minhas postagens...e a sonoridade das palavras se encaixaram nessa outra post...é assim que a inspiração surge - do nada, do vazio, da tela branca.




Muitas vezes nossas mentes estão escravizadas, rotuladas, com ideias preconcebidas. 
Tais obstáculos inebriam a visão verdadeira, o olhar limpo, impedindo-nos de enxergar o mundo real.

Alguns ladrões, concomitantemente, roubam o tempo com a esposa e filhos, com a conversa franca e sincera com os amigos.

Nos falta tempo pra nós mesmos porque nossa atenção está voltada para o exterior, para o efêmero, passageiro. 


Falta aquele mergulho na alma, imersão essencial para a elevação interior.


Ao olharmos o semblante do espelho, os vincos da pele e o olhar sem brilho revelam o quão vazios estamos, embora, muitas vezes, carregados de riqueza material...



Referências:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Felicidade

http/www.bollog.com.br





                                                            kissesss ...


                Obrigadu pela visita... deixe seu comentário.





   

INRI - Jesus em Cafarnaum. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33








De todas as figuras, que aparecem nos livros antigos, a que mais nos causa admiração,talvez seja Jesus Cristo.

Ele não se dizia Deus, mas foi dito como tal - ele não procurava glórias, por isso mesmo foi crucificado, ele não manipulava , mas esclarecia... ele era bom e humilde, e não foi creditado nenhuma homenagem póstuma.

Ele era (foi, e pra sempre será) o Salvador da Humanidade.
Falava por meio de parábolas...que muitas vezes não eram bem entendidas...
Seus seguidores foram todos condenados, por carregarem e ensinarem sua maneira de ser, sua forma de viver... sua Fé Inabalável no Creador.
Jesus Cristo de Nazaré - revolucionou o mundo, e continua a fazê-lo mesmo decorrido dois mil anos de sua existência!!Quem mais se manteria tanto tempo em evidência? Se não o próprio Deus!!!
Ele não pediu-nos nada, e nos amou! incondicionalmente...com devoção. Há os que não compreendem sua missão, e acreditam sequer que ele tenha existido de verdade! Mas por mais que tentem negá-lo, as evidências existem. Por todo o amor dele por nós - pobres seres errôneos e errantes.

Essa postagem é dedicada a Ele.
Porque confia nele...de todo o seu coração e o mais Ele fará! (Salmo 37-5)


                   Evangelho de Lucas 1,1-4; 4,14-21



Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se passaram entre nós. 

Elas começaram do que nos foi transmitido por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da palavra. 

Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever para você uma narração bem ordenada, excelentíssimo Teófilo. 

Desse modo, você poderá verificar a solidez dos ensinamentos que recebeu.
Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. Ele ensinava nas sinagogas, e todos o elogiavam. Jesus foi à cidade de Nazaré, onde se havia criado. Conforme seu costume, no sábado entrou na sinagoga, e levantou-se para fazer a leitura.Deram-lhe o livro do profeta Isaías. 

Abrindo o livro, Jesus encontrou a passagem onde está escrito:
"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor."
Em seguida Jesus fechou o livro, o entregou na mão do ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
Então Jesus começou a dizer-lhes:
- "Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabam de ouvir".
(Correspondente ao 3º Domingo Comum, do ciclo C do Ano Litúrgico).


Cuide de seus pensamentos; eles se transformarão em
palavras. Cuide de suas palavras; elas poderão se
transformar em ações. Cuide de suas ações; elas poderão
criar hábitos. Cuide de seus hábitos; eles mostrarão o seu
caráter. Cuide de seu caráter; ele guiará você a seu
destino.











Locutor: Gilberto Faggion



O projeto de Jesus


O evangelho deste domingo inicia com o prólogo de Lucas, o qual nos revela o sentido dos evangelhos.
Eles não são, sem dúvida, uma biografia de Jesus, como tantas vezes se pensou, nem também uma síntese do que Ele fez e disse, porque senão ficariam só no passado.
Os evangelhos são uma "boa noticia" para nós, homens e mulheres do século XXI!
São os relatos da experiência de fé das primeiras comunidades cristãs a partir da Ressurreição de Jesus. Constituem uma mensagem baseada no passado, interpretada à luz do presente (a vida das primeiras comunidades) e com vistas ao futuro (a Igreja posterior).
Sabemos que Lucas não foi discípulo direto de Jesus, então como ele conseguiu escrever o evangelho?
O texto de hoje responde às tradições existentes, transmitidas por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares.
Depois como os autores gregos daquele tempo, para demonstrar a credibilidade e a solidez do que vai apresentar, fez "um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio".
Finalmente Lucas dedica seu evangelho ao "excelentíssimo Teófilo" (amigo de Deus), e nele cada um/a de nós pode se sentir incluído e interpelado.
Que são para mim os evangelhos? Deixo que sua mensagem me transforme, opere em mim?

A segunda parte do texto de hoje nos leva à Galiléia, terra dos excluídos, mais precisamente na cidade de Nazaré, onde Jesus tinha crescido. E como qualquer homem judeu de sua época, ao sábado vai à sinagoga.
Mas antes quero me deter, na presença de uma pessoa predileta de Lucas: o Espírito Santo.
De fato, nos primeiros quatro capítulos de seu evangelho, detecta-se intensa presença e ação do Espírito, culminando em Jesus, que se sente investido e ungido por ele (4,18).
Uma característica da ação do Espírito nestes capítulos é que ele age, unge, tome posse das pessoas: Maria, Isabel, Zacarias, Simeão, profetisa Ana. Por outro lado, João Batista anuncia que Jesus vai batizar com o Espírito Santo.
No Jordão, Jesus é investido da plenitude do Espírito, que o conduz ao deserto e depois a Galiléia. Sendo a sinagoga de Nazaré o lugar onde Jesus se proclamará com o Ungido de Deus, pela ação do Espírito Santo que está sobre ele.
Há, portanto, um verdadeiro pentecostes no início do evangelho de Lucas. Rapidamente, lembremos que o início do livro dos Atos, escrito também por Lucas descreve outro pentecostes, o da primeira comunidade cristã.
O mesmo Espírito que age em Jesus, é quem age na comunidade de seus seguidores e seguidoras, fazendo possível que a mesma vida e obras que Jesus viveu e realizou, sua comunidade vivesse e realizasse, e maiores ainda!
As palavras do profeta Isaías que Jesus lê descrevem seu projeto de vida: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos, a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor".
O programa de Jesus beneficia diretamente aos pobres, desde o início de sua missão, ele se posiciona do lado deles, apresentando-se como seu libertador.
Dessa maneira, Jesus nos revela o Amor preferencial de Deus pelos mais pobres e marginalizados, a quem não esquece ao contrario vem em seu Filho a oferecer-lhes uma nova vida livre, digna, plena.
As últimas palavras de Jesus depois da leitura do profeta: "Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabam de ouvir", confirmam seu ser e missão e ecoam até hoje a atualidade dessas palavras.
A Igreja, ungida e movida pelo mesmo Espírito de Jesus, continua sua missão libertadora, continua tendo sentido ao longo dos séculos na medida em que assume como próprio o programa de vida de Jesus de Nazaré.


Oração


Unamos-nos a todos aqueles que, por diferentes razões, sofrem neste mundo a marginalização, dirigindo a Deus Pai de todos esta oração:

Senhor, fonte da vida e da esperança.
Estamos diante de Ti
Como criaturas frágeis e necessitadas.
Tu que amas tudo o que existe,
Acolhe-nos em Teu coração.
Suaviza a dor e o sofrimento.
Torna-nos defensores da vida,
Perseverantes na luta,
Solidários no sofrimento.
Livra-nos da discriminação,
Liberta-nos do preconceito.
Ajuda-nos a sermos
Acolhedores e misericordiosos,
Conforme Tua vontade. Amém.


Referências
KONINGS, Johan. Espírito e Mensagem da liturgia dominical. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia, 1981.
SICRE, José Luis. O quadrante. A busca. São Paulo: Ed. Paulinas, 2000.
SUSIN, Luiz Carlos. Jesus Filho de Deus e Filho de Maria. São Paulo: Paulinas, 1997.

 http://juventudepibv.wordpress.com/2008/06/18/entrega-o-teu-caminho-ao-senhor-confia-nele-e-ele-tudo-fara-sl-375/

 http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090605205911AA1CdpV / 



http://www.ihuonline.unisinos.br/.


http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/6   .
































                    Adonai ...... Shallom ...







segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Parte III - Pondé - De frente com o filósofo Luiz Felipe.



 Marília Gabriela entrevista esse grande camarada...e se diz super fanzoca! 

 Acompanhe esse diálogo entre essas feras do jornalismo, e das letras...religião...mitos etc... sem esquecer de falar claro inclusive da filosofia!!

             Assuntos diversos....








Pra que serve a religião Pondé ??







                                                                                   Good night!!




L.F. Pondé - O desafio hoje é pensar sem utopias. Um cidadão responsável neste mundo afirma sua integridade pagando a conta do Visa em dia. Um certo mal-estar com relação à sociedade de consumo é necessário se você quiser manter sua saúde mental em dia. Parte II


Uma vida para doentes mentais

DE SÃO PAULO



Vivemos uma vida para doentes mentais. 

A Romênia já nos deu Cioran, Eliade, Ionesco. Agora nos dá Matéi Visniec, e a É Realizações traduziu várias de suas peças.
Entre elas, "A História do Comunismo Contada aos Doentes Mentais" nos dá a conhecer um medíocre escritor, convidado a contar a história do comunismo a doentes mentais dias antes da morte de Stálin.


Os romenos são grandes "filósofos do mal". Tenho um profundo preconceito por quem acha que não existe o mal. Este tipo de antropólogo de boutique que confunde relativismo cultural com discussão moral séria.


Segundo o que nos dizia Cioran, na Romênia, ninguém se dava ao luxo de suspeitar da existência do mal, porque o fatalismo pessimista daquele povo era por demais "empírico": séculos de violência.


Segundo o autor, o mal em sistemas totalitários é fácil de ser identificado: a perda da liberdade, da privacidade, do horizonte, enfim, do tônus da vontade. Mas, na França em que vive desde seu exílio em 1987, o mal não é tão fácil de ser identificado. Para Visniec, aquilo que as ditaduras marxistas não conseguiram realizar plenamente, a formatação do homem para a condição de gado ou de doente mental, a "liberdade de consumo" das democracias ocidentais estão conseguindo. Este é o "nosso mal".


Como o leitor bem sabe, suspeito de toda crítica à sociedade de mercado quando feita por alguém que supõe conhecer uma melhor forma de vida e que afirma que esta melhor forma passa pelas ideias idiotas que alimenta em sua cabecinha intelectualmente provinciana e autoritária. Mas este não é o caso de Visniec.


Tendo vivido sob o regime totalitário marxista, ele carrega a marca de quem conheceu o mal na intimidade que só a forma banal do cotidiano traz.


Para as sociedade ocidentais funcionarem, temos que comprar. Para comprar no nível que a máquina econômica nos pede, temos que, mais do que comprar, consumir sempre e cada vez mais. Portanto, ao consumirmos "livremente" e com alegria, somos o gado pacificado que os regimes marxistas tentaram criar e não conseguiram. 

Um cidadão responsável neste mundo afirma sua integridade pagando a conta do Visa em dia.


Só alguém sem alma pode ver um shopping center no fim de semana e não ter vontade de vomitar. 

Um certo mal-estar com relação à sociedade de consumo é necessário se você quiser manter sua saúde mental em dia. A sociedade que consome sem um mínimo de mal-estar é uma sociedade de doentes mentais.


O problema é que não conhecemos nenhuma experiência histórica real na qual a liberdade política tenha sobrevivido ao extermínio da liberdade de iniciativa econômica.
Por outro lado, a vida humana é precária e tudo tem um custo real. Não conhecemos nenhuma forma de criar ciência, conforto, técnica, direitos humanos sem o uso de dinheiro. E assim voltamos ao consumo: o consumo garante a sobrevivência da economia no nível exigido pelo nosso desejo de conforto, ciência, técnica, direitos humanos.


Visniec se choca com uma Europa que tudo que parece querer é comprar. O Leste Europeu, quando ficou livre, gritou "Prada!". A liberdade conquistada foi para ir ao shopping no fim de semana e comprar toda essa gama de lixo que se compra, com a "boca cheia de dentes esperando a morte chegar...".


Nenhum intelectual parece entender que somos banais como doentes mentais.
Visniec pensa que temos que buscar novas utopias. O interessante é lembrar que a felicidade representada pelo "sou livre para comprar" também foi uma utopia na Europa. O euro é o nome dessa utopia.


Melhor abrirmos mão da ideia de utopia. Quanto mais rápido desistirmos de um mundo melhor, mais rápido perceberemos que a consciência, de fato, é um ônus.


E também, como dizia Yeats, "os melhores não têm convicções enquanto que os piores estão sempre cheios de intensidade passional". 

O desafio hoje é pensar sem utopias.




Parece que, quanto mais procuramos ser nós mesmos, mas nos confrontamos com pessoas que tem  idéias formidáveis, à respeito dos homens, da sociedade, e de seu modo de viver...
Ninguém consegue na era da Globalização, manter seu pensamento da mesma forma todos os dias. 
Somos complexos e mutantes, e necessitamos desse aspecto para percebermos que a vida é infinitamente maior do que supomos...Um dia sempre será repleto de infinitudes. 

   Abçs ...

Luis Pondé-“quanto mais temos consciência de nossa insuficiência, mais vemos a grandeza de Deus. - "A vida segundo a graça descentra você e lhe prepara para perceber que só amando você é livre do medo."/ Roger Haight - “Deus não age no sistema como causa finita porque Deus é infinito. Deus age no Universo como causa infinita para controlar o todo do sistema, e o sistema como um todo, no ser e no mover do Universo”.


Pecado: conceito que fala do nada moral que somos


"O tema religioso não é trabalhado bem no cinema mais comum por conta do preconceito e da teologia terem se transformado em tecnologia de autoestima", afirma Luiz Felipe Pondé

Por: Graziela Wolfart


"Só o pecador sincero vê a graça", reflete Pondé
“Deus prefere David a todos os heróis do Antigo Testamento, porque David nunca mente sobre si mesmo e seus pecados. Só o pecador sincero vê a graça”, afirma Luiz Felipe Pondé. Em seu ponto de vista, “quanto mais temos consciência de nossa insuficiência, mais vemos a grandeza de Deus. O erro foi isso ter virado dolorismo porque abriu espaço para a teologia da autoestima, versão barata da teologia da libertação. Quanto mais nos vemos próximos de Deus, mais ele está longe de nós. O segredo da infelicidade é nos espantar com nossa ignorância com as fórmulas da felicidade”. E, ao comparar os cineastas Lars von Trier e Terence Malick, o professor da PUC-SP sentencia: “von Trier é quase um gnóstico, sua resposta à teodiceia é negativa, sua mística é da agonia. A mística de Malick é a da graça como oposição à natureza. A primeira é generosa, a segunda autocentrada”. 
Luiz Felipe Pondé leciona na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP e na Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, entre outras instituições. Graduado em Medicina, pela Universidade Federal da Bahia, e em Filosofia Pura, pela USP, é mestre em História da Filosofia Contemporânea e em Filosofia Contemporânea, respectivamente pela USP e pela Université de Paris VIII, França. Doutor em Filosofia Moderna pela USP e pós-doutor pela Universidade de Tel Aviv, Israel, escreveu O homem insuficiente (São Paulo: Edusp, 2001); Crítica e profecia. Filosofia da religião em Dostoievski (São Paulo: Editora 34, 2003); Conhecimento na desgraça. Ensaio de epistemologia pascaliana (São Paulo: Edusp, 2004); e Do pensamento no deserto: ensaios de filosofia, teologia e literatura (São Paulo: Edusp, 2009).Ler a íntegra da entrevista com Pondé no site abaixo.

Referência:

1-http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4833&secao=412

2-http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4746&secao=407 -
Entrevista com Roger Haight,



Deus não intervém no Universo, mas sustenta o sistema, que tem vida própria

Temerosa de um mundo em constante mudança, a instituição milenar está transitando em um paradigma equivocado, assinala o teólogo Roger Haight. Deus está “dentro” da História, e não intervém no sistema finito porque Ele é infinito

Por: Márcia Junges, Luís Carlos Dalla Rosa e Isaque Gomes Correa | Tradução: Sílvia Ferabolli

Nas décadas de 1960 e 1970 a Igreja Católica ganhava novos ares na esteira do Concílio Vaticano II e passava a dialogar mais com o mundo. Veio, então, o papado de João Paulo II, e com ele o medo de onde isso poderia levar essa instituição milenar, pondera o teólogo jesuíta Roger Haight, na entrevista que concedeu pessoalmente à IHU On-Line. “Todos estão familiarizados com a ideia de que a Igreja Católica é uma instituição que não muda. Essa é a sua reputação mundo afora e em Roma há bastante orgulho disso”, acrescentou. Contudo, o mundo de hoje é totalmente diferente e a mudança em si mesma é o que rege seus acontecimentos. A Igreja, por sua vez, “caminha junto ao paradigma errado”, e aspira por uma posição estável, como se a mudança fosse ruim. “A Igreja está tão fora de contato com a realidade que ela nem ao menos tem um paradigma básico, uma visão da realidade que esteja em contato com o que restante do mundo pensa”. Assim, pode-se compreender que não haja um interesse verdadeiro no diálogo inter-religioso, mas sim numa ideia de conversão. “A Igreja Católica romana não está aberta nem ao menos para os movimentos ecumênicos. No segundo Concílio essa ideia foi mencionada, mas nunca saiu do papel, nunca houve um movimento real por parte da Igreja Católica romana para fazer avançar o movimento ecumênico”.

Recuperando ideias panenteístas, Haight acentua que não há intervenção divina no sistema do mundo: “Deus não intervém, mas segura/sustenta a estrutura que tem vida própria, sujeita a leis e eventos aleatórios que criam movimento”. E explica: “Deus não age no sistema como causa finita porque Deus é infinito. Deus age no Universo como causa infinita para controlar o todo do sistema, e o sistema como um todo, no ser e no mover do Universo”.



besos...



A vida segue seu fluxo ... Nada muda sem que você não permita!

A vida segue seu fluxo ... Nada muda sem que você não permita!
Que lugar é esse ? One club of The chess... greast ...