O jogo de xadrez traz curiosidades e divertimento,mas e a vida?
Ela é da cor do café... da cor que a pintarmos...
Não a dominamos, posto que ela não é um animal feroz. Feita de passagens, ora boas, ora nem tanto. Mas devemos observá-la!pois ela flui... às vezes calma, às vezes agitada... flui como um rio... que em sua aparente mansidão, reserva por baixo a força de suas águas... e seu ventre... de sua natureza (desconhecida) ainda pelo homem!
A vida é bela!!!
If I could tell you - all that is within me, I think you would not understand. Maybe I did not understand well: But I can tell you what my words can only reach - Do not fear the future ... do not create things that have no logic - nomal: I realize that I love you with an intensity outside the logic !! But I'm really enjoying it !! Without fear of being missing. I hope God will allow us to live this moment! It's my only fear, not power !! But then hope that a certain sustains me !! Translation: Se eu pudesse dizer-lhe - tudo o que se encontra dentro de mim, acho que você não entenderia. Talvez eu não compreendesse também: Mas somente posso dizer o que minhas palavras conseguem alcançar - Não tenha medo do futuro... não crie coisas que não tem lógica - normal: Percebo, que amo você, com uma intensidade fora da lógica!! Mas estou gostando muito!! Sem medo de estar errando. Espero que Deus nos permita viver esse momento! É o meu único receio, não poder !! Mas por outro lado a esperança em que de certo me sustenta! Amantes sorriem, sem saber porque! Amantes olham dentro dos olhos, como se pudessem enxergam a alma, e partilhar o seu mundo, ou o mundo alheio, com sua amada(o)! Amantes são loucos e irreverentes! Creio que o compositor Vander Lee - sintetizou em música o que são os românticos. Aprovado!!!
Românticos são poucos Românticos são loucos desvairados Que querem ser o outro Que pensam que o outro é o paraíso
Românticos são lindos Românticos são limpos e pirados Que choram com baladas Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares Que vivem pelos bares E mesmo certos vão pedir perdão Que passam a noite em claro Conhecem o gosto raro De amar sem medo de outra desilusão
Romântico É uma espécie em extinção Romântico É uma espécie em extinção
Românticos são poucos Românticos são loucos desvairados Que querem ser o outro Que pensam que o outro é o paraíso
Românticos são lindos Românticos são limpos e pirados Que choram com baladas Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares Que vivem pelos bares E mesmo certos vão pedir perdão Que passam a noite em claro Conhecem o gosto raro De amar sem medo de outra desilusão
"Yanni não é formalmente capaz de escrever ou ler notações musicais. Isso é o que Yanni, ele mesmo, orgulhosamente reconheceu em suas entrevistas ... Se alguém não consegue ler notações musicais, então não há nenhuma possibilidade para ele arranjar peças para orquestra... "se isso é não ter familiaridade, com a música, ele é deus!" - na minha humilde opinião musical!! rsss...
Um condutor deve estar familiarizado com os sons de instrumentos musicais, escrevendo notas, etc. Desde Yanni não foi educado em conservatório, ele não tem domínio sobre as técnicas, mas ele é um excelente pianista ", disse Shahrdad.
Shahrdad Rohani também escrito Shardad Rohani (persa: شهرداد روحانی) nasceu 27 maio de 1954, em Teerã, no Irã [1] é um compositor iraniano-americano, violinista / pianista e maestro. Seu estilo é contemporâneo e ele é bem conhecido por compor e condução clássica, instrumental, adulto contemporâneo / new age, trilha sonora do filme, bem como música pop. Seu pai, Reza Rohani, era um músico e, como resultado, Shahrdad e todos os seus irmãos, incluindo Anoushiravan Rohani e Ardeshir Rohani seguiu os passos de seu pai. Ele começou a tocar piano aos 6 anos de idade, como muitos de seus outros irmãos. Como uma criança, ele era um estudante de um violinista persa conhecido, Ebrahim Rouhifar. aos 10 anos ele participou do persa Nacional Conservatório de Música de Teerã. em 1975, ele foi estudar música composição e Regência na Academia de Música de Viena. em 1984 Shahrdad mudou para Los Angeles para participar UCLA.
Então pelas barbas do poeta, o que ele tem?- Yanni Live? que encanta, sucinta ao belo, e ao prazer da boa música!?Não creio nisso...pra mim ele é "the best"!! Percebi que em todos os meios da vida: político, médico, artístico etc...haverão disputas, aliás o ser humano traz consigo, a disputa em suas veias, e sempre que se sente comparado,ou ameaçado de seu posto, ele agredirá! Além de esclarecer a sua discrição sobre Yanni, Shahrdad também salientou a importância de aprender a arte da música cientificamente, acrescentando que "o grau académico é importante sempre que a meta é ensinar, mas tais qualificações, em essência, não é possível garantir a ingenuidade da música."
Cooperação histórico de Yanni e Shahrdad Rohani remonta ao lendário Yanni Live at the concert Acrópole, em 1993, na Grécia, onde Shahrdad, além tocando violino em duas faixas, tinha o dever de organizar e conduzir o Concert Orchestra London Royal Philharmonic para aumentar composições de teclado de Yanni . O concerto mais tarde acabou por se tornar o programa mais visto nunca foi ao ar na TV pública nos Estados Unidos. A última vez Yiannis Hryssomallis também conhecido como Yanni teve uma execução pública na Índia era caminho de volta em 1997, com o magnífico Taj Mahal, no pano de fundo, e esses momentos musicais mágicos são falou ainda hoje. E depois de todos esses anos, o majestoso Laxmi Vilas Palace em Vadodara, será o pano de fundo para uma noite memorável como Yanni toma o lugar central. Em Vadodara para o mega-concerto, Yanni mostra que ele é um aprendiz rápido e nos cumprimenta, perguntando: "Kem cho?" e garante que ele pronuncia correta "Vadodara '. Ele diz: "O último par de dias passados em Vadodara ter sido incrível. Eu amo performances ao vivo, porque isso é algo que nunca pode ser repetido." trechos da entrevista:
Biografia
Os pais de Yanni Chrysomallis eram artistas e fãs de música clássica. Filho de uma cantora e de um violonista, Yanni cresceu ouvindo Beethoven, Mozart, Chopin, Stravinsky e outros grandes nomes da música erudita.
Estas acabaram se tornando as maiores influências de sua carreira como tecladista e compositor de um estilo que ele prefere chamar de instrumental contemporânea.
Apesar de sempre ter sido um amante de música, Yanni passou a infância e adolescência dedicando-se à natação, e aos 14 anos já havia batido recordes na Grécia como nadador.
Aos 18 anos, mudou-se para os Estados Unidos, onde cursou psicologia na Universidade de Minnesota por três anos e meio. No entanto, ao terminar a faculdade, decidiu abandonar a carreira de psicólogo antes mesmo de iniciá-la, resolvendo dedicar-se apenas à música.
Aos 21 anos, Yanni aprendeu a tocar teclado sozinho e passou a fazer parte de uma banda de rock local intitulada Chameleon.
Alguns anos depois, decidiu mudar-se para Los Angeles com o baterista Charlie Adams, que conhecera na época do Chameleon, e começou a gravar suas próprias composições pelo selo Private Music. Em 1986 lançou seu segundo álbum, Keys to Imagination.
A partir daí, não demorou muito para o tecladista estabelecer-se como um conceituado músico de estúdio, compositor de jingles e produtor. Pouco tempo depois, Yanni tornou-se um dos artistas mais vendidos do selo Private Music.
Considerado um dos nomes de maior destaque no segmento instrumental, a fama de Yanni aumentou a partir de seu relacionamento com a atriz americana Linda Evans, no início da década de 1990.
Por ser muito popular nos Estados Unidos na época, Evans foi a maior responsável pelo grande interesse da mídia pelo tecladista.[carece de fontes] Eles tiveram um relacionamento de amor que durou nove anos.
Por ser autodidata, Yanni não sabe ler ou escrever músicas do modo tradicional.
Ao invés disso, inventou uma maneira própria de compor ainda na infância e continua criando suas músicas usando a mesma técnica até hoje, depois de quase vinte anos de carreira e mais de vinte e dois discos.[carece de fontes] As composições de Yanni também ficaram famosas nos Estados Unidos após terem sido usadas em programas de televisão e na abertura dos Jogos Olímpicos.
No livro, o músico relata suas memórias, partindo da primeira infância na Grécia, o início do aprendizado de piano, o amor de seu pai, considerado por ele uma lição para toda vida.
Avança para sua mudança para os Estados Unidos, seus estudos em Minnesota e seu relacionamento de anos com a atriz Linda Evans.
Ao tratar do sucesso que sua música alcançou em todo o mundo, fala sobre os percalços que enfrentou, a depressão que ameaçou-o por algumas vezes e de seu empenho para não rotular de new age a música que produz.
No ano de 2010, Yanni veio pela primeira vez à América do Sul. Passando pelo Chile, Argentina e Brasil, onde se apaixonou completamente pelo público. Foram shows com ingressos esgotados.
Dessa experiência o próprio Yanni disse em entrevista que ele se surpreendeu com o show no Rio de Janeiro, quando o público se levantou e ficou em pé em frente ao palco.
Fez apenas três apresentações em solo brasileiro (duas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro), e então decidiu que na próxima vez passaria em "todos os lugares do Brasil".
Ele começou a estudar na idade de 7 anos na Escola de Música Alexander Spendiaryan tutelado por Armen Minasian, onde ele ganhou destaque ao vencer todas as competições em que ele escolheu em sua group.1 idade Depois de terminar seus estudos na escola Música tocada no concerto No.2 Henri Vieuxtemps. Mais tarde, ele continuou seus estudos no Conservatório Tchaikovsky de Música, sob a orientação e tutoria do professor Edward Dayan. Na graduação, ele realizou várias composições clássicas, incluindo, Adagio e Fuga em Sol menor Bach e Mozart Concerto para violino No. 5 em Lá maior. Em 1993, Yervinyan obteve seu doutorado no Conservatório Estadual de Música de Yerevan, na Armênia.
Não havia estradas normais naquela época, e alguns lugares encharcavam durante a época de chuvas, logo tinhamos que andar de carro de boi mesmo, era a única solução. Ou então corríamos o risco de não poder passar... Mas pra nós guris, nada era mais agradável do que essa aventura! O que não é aventura em cabeça de menino? ou de uma menina? Todas as formas de divertimentos, podem ser criadas, em tão poucos recursos.
Apesar de sairmos muitas vezes, com a roupa esfolada, e as pernas machucadas, as palmas das mãos cheias de lascas, mesmo assim valia a pena a viagem... Minha mãe, confessava que detestava roça!! Claro para quem morou em Ipanema, nos anos de 1952 , aquilo ali novamente, não podia ser pior! Mas para mim, piralha, sem nada a contar e saber, era um começo de vida genial!! As minha primas idem...tadinhas, cedo perderam os pais, e foram espalhados alhures e algures, ficando cada um com seus padrinhos e madrinhas. A Juanita ficara com minha mãe, e era a menorzinha, e mais linda de todos, acho isso até hoje, revendo detalhes daqueles dias, era mesmo uma anjinha.
Não era apenas a beleza dela que chamava a atenção, era algo em seu interior que marcava sua presença, aonde chegara!! Os homens principalmente, logo vinham cortejá-la, mas ela sutilmente, e educadamente, sabia sair-se bem, sem menosprezar pessoa nenhuma. Alicinha, quando alguém vier com gracinha, pro seu lado, é só fechar a cara, e ir se afastando devagar, não precisa ser bruta com ninguém, entendeu!!? Bem, por ouvir parecia fácil, mas cumprir era o que é meio difícel, até hoje, às vezes temos vontade de estourarmos com certas pessoas, maliciosas, e que nos cercam para dar ordens, sem que nem por que são sempre grosseiras, ou inconvenientes. Tenho certeza que ela diria simplesmente: deixa pra lá, faz de conta que não está ouvindo nada! E, com toda altivez, própria de quem tem um espírito elevado, sabia sair-se de qualquer infortúnio de bajuladores grosseiros. Um dia, tivemos que ir visitar um parente ao longe, que jazia muito doente, e todos achavam que estava em seus últimos dias. A Juanita pediu pra ir, e minha mãe, achou estranho, ela quase nada pedira para si, e, por isso, veio junto, o padre já estivera lá para oferecer a extrema unção, ao moribundo, diziam que ele cheirava cadáver em vida ainda. De início, acharam melhor que eu fosse poupada, mas minha mãe, tinha a máxima de achar que criança, devia saber tudo da realidade do mundo, do bem e do mal! e, como minha anjinha iria, eu tinha que ir também. Havia chegado a época das chuvas, e estava complicado , passar por aquelas bandas do brejo, de carro normal, e por isso a viagem seria mesmo de carro de boi. De início, a Juanita, colocou um tapete no carro por cima, e aquilo me lembrou as viagens de Sherazade, das mil e uma noites, que nos eram contadas antes de dormir. Um carro de boi forrado - onde já se viu, ouvi esse comentário, mas a Nita não se abalava por nada, e no final quem zombou, vinha se chegando de mansinho, para sentar no tapete também!! E, ela apenas sorria, e dizia baixinho: Viu Alicinha , como no final, temos razão, assim é na vida! quem está certo terá sempre razão! Depois de várias horas de atoleiro, conseguimos avistar ao longe a choupana do tal parente, e vimos gente, entrando e saindo com a cabeça baixa, o terço na mão, e o olhar triste. Percebi, que aquele homem pelo visto, era muito querido nas redondezas, minha mãe dizia que era seu primo, e que por isso, deveríamos vir nos despedirmos. Entramos de mansinho, em seu quarto, depois de falarmos com as pessoas que já faziam orações sem parar desde a noite anterior,e a Juanita antes de entrar, foi até a mata em volta e recolheu pequenos ramos de ervas, de vários cheiros, que eu não sabia dizer o nome, e creio que nem ela mesmo sabia! Foi até um congá, que tinha ali, que era uma espécie de casinha, com "santos" de todos os tipos em madeira, outros de gesso, abaixou-se lá fora, antes de entrar na casa, e começou a pronunciar palavras, num dialeto, eu creio, que seria dos seus antepassados,e, que até então, eu jamais ouvira ela recitando, percebi, pelo muito que eu a conhecia, que suas feições estavam totalmente mudadas, e ela parecia uma outra pessoa. Mais velha inclusive. Atônitos, eu e os outros a olhavam, sem que ninguém ousasse, perguntar o que estava fazendo, apenas o silêncio, e o murmúrio daquelas palavras, agora mais altas do que no início, e os gestos próprios de quem expulsava algo, ou alguém invisível. Eu asseguro, que nunca na história da minha vida, tinha visto aquilo, (tudo bem que a minha vida estava apenas lá pelos 8 ou 9 anos de idade!), mas já era alguma coisa. Depois daqueles poucos minutos de fala incompreensível, ela levantou-se, com ar muito séria, e entrou, pedindo com gestos que os demais saissem do recinto. Minha mãe me puxou, pra sair, e recebeu uma ralha, com o olhar, e o gesto de que era pra eu ficar, e ela sair. Obedeceu claro!! O que o fez de mau humor dizendo que estava com dor de cabeça e precisava de um café, que era o primeiro cheiro que sentimos, antes de entrar à casa. Logo que ficamos sozinhos, ela me deu as ervas, e tirou algumas, de vez em vez, e à medida que passava no rosto do homem, as mesmas saiam amassadas, e ele começava a tossir fortemente, e golfar jatos de sangue. Havia na cabeceira uma bacia com água, o que instintivamente eu molhava pedaços alvos de pano e o limpava rápido, e com outro pano colocava em sua testa, com uma folha que pegava aleatoriamente, o que percebia um ar de aprovação da Juanita. De repente, se travou um diálogo, entre os dois, o rapaz se sentou de imediato, pra quem estivera há 18 dias prostrado, ergueu-se e olhou-a feio,mandando que fosse embora dali... Eu cheguei a pensar em sair correndo, mas como ela não se abalara, fiz o mesmo, e me lembrei das palavras: quando a gente tem razão, não pode perder a calma, nem se amedrontar com nada. As pessoas lá fora, mortas de curiosidade, chegavam na porta, e deslizam o pano que separava o quarto do corredor, mas nada entendiam, por que a conversa era em outro plano. Minha mãe, entrou de repente, e novamente tentou me puxar, o que não me deixei tocar. E, permaneci em oração, por que tem batalhas que não são nossas! Assim como foram as de Cristo. E para elas só o enfrentamento pode desafiar. qualquer que sejam as forças opostas ali presentes,de repente após outra golfada de sangue,ele desfaleceu, num sono, que julguei fosse o derradeiro. Mas que depressa, limpei-o, enxuguei seu rosto de suor com odor fétido, mais forte do que as ervas que tinha pego! E, percebi, que a Nita, agora estava normal. E, calmamente, ela disse, podemos sair, ele repousa apenas. Amanhã deverá se levantar. Fomos num quartinho ao lado, e percebi uma bolsa que ela havia deixado do lado de dentro da sala antes de entrar, e que nos deram as senhoras da casa, ao abrir vi que tinham nossas roupas, minha e dela! Após nos limparmos, com uma bacia cheia de água que ela pedira, trocamos de roupa, e embrulhamos a anterior. Ou seja, ela sabia muito bem ao que viera! Numa troca de olhares com as pessoas de fora, ela disse: Ele não vai morrer ainda!! apenas repousa, e preparem um prato de sopa com músculos e mandioca, que ele vai acordar com muita fome. A mãe dissera que havia 10 dias que travara a boca, e mau conseguiam colocar líquidos pra dentro de sua boca. Os médicos disseram que era trismo - ou tétano, e que podiam preparar a caixa. Juanita falou, mas ele não tem nenhum ferimento, ou teve algum corte com enxada? Ao que balançaram a cabeça,negativamente!! É como eu pensei disse ela, ele estava encomendado!!! Já estava a escurecer,nos despedimos, para não pegar a estrada com chuva, ou noite fechada. Minha mãe, muda estava, muda ficou! O assunto não foi comentado na viagem de volta! E apenas a paisagem miravamos deslumbrados, agora que estava tudo mais calmo. Coisas que nem havíamos percebido ao passarmos, antes. Conclusão: "Existem mais coisas entre os céus e a terra, do que supõe nossa vã filosofia!!" besos...
O que dizer desse camarada? Ainda que, embora, tivesse tido a chance de conhecer um certo tijucano, meio italiano, lá perto da Rua Thomaz Coelho, seu Eugenio de Moraes, que dizia ser primo de Vinicius, mas mesmo assim, ele não era o Vinicius, e foi o poetinha quem embalou nossas estrofes, (as mais variadas), de "enlaces em braços morenos", ou ainda passar uma tarde m Itapuã. Por mais que busque palavras, não as encontro: Ele era genialíssimo!!! E como se dizia: o branco mais negro do Brasil! "De tudo ao meu amor serei atento antes, e com tal zelo e, sempre e tanto"
Vinicius de Moraes
"São demais os perigos desta vida Pra quem tem paixão principalmente Quando uma lua chega de repente E se deixa no céu, como esquecida E se ao luar que atua desvairado Vem se unir uma música qualquer Aí então é preciso ter cuidado Porque deve andar perto uma mulher..."
O biógrafo de Vinicius, José Castello, autor do excelente livro "Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão - uma biografia" nos diz que o poeta foi um homem que viveu para se ultrapassar e para se desmentir. Para se entregar totalmente e fugir, depois, em definitivo. Para jogar, enfim, com as ilusões e com a credulidade, por saber que a vida nada mais é que uma forma encarnada de ficção. Foi, antes de tudo, um apaixonado — e a paixão, sabemos desde os gregos, é o terreno do indomável. Daí porque fazer sua biografia era obra ingrata.
Dele disse Carlos Drummond de Andrade: "Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural". "Eu queria ter sido Vinicius de Moraes". Otto Lara Resende assim o definiu: "Manuel Bandeira viveu e morreu com as raízes enterradas no Recife. João Cabral continua ligado à cana-de-açúcar. Drummond nunca deixou de ser mineiro. Vinicius é um poeta em paz com a sua cidade, o Rio. É o único poeta carioca". Mas ele dizia nada mais ser que "um labirinto em busca de uma saída".
O que torna Vinicius um grande poeta é a percepção do lado obscuro do homem. E a coragem de enfrentá-lo. Parte, desde o princípio, dos temas fundamentais: o mistério, a paixão e a morte. Quando deixa a poesia em segundo plano para se tornar show-man da MPB, para viver nove casamentos, para atravessar a vida viajando, Vinicius está exercendo, mais que nunca, o poder que Drummond descreve, sem conseguir dissimular sua imensa inveja: "Foi o único de nós que teve a vida de poeta".
Marcus Vinitius da Cruz e Mello Moraes aos nove anos de idade parece que pressente o poeta: vai, com a irmã Lygia ao cartório na Rua São José, centro do Rio, e altera seu nome para Vinicius de Moraes. Nascido em 19-10-1913, na Rua Lopes Quintas, 114 — bairro da Gávea, na Cidade Maravilhosa, desde cedo demonstra seu pendor para a poesia. Criado por sua mãe, Lydia Cruz de Moraes, que, dentre outras qualidades, era exímia pianista, e ao lado do pai, Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, poeta bissexto, Vinicius cresce morando em diversos bairros do Rio, infância e juventude depois contadas em seus versos, que refletiam o pensamento da geração de 1940 em diante.
Em 1916, a família muda-se para a rua Voluntários da Pátria, 129, no bairro de Botafogo, passando a residir com os avós paternos, Maria da Conceição de Mello Moraes e Anthero Pereira da Silva Moraes.
No ano seguinte mudam-se para a rua da Passagem, 100, no mesmo bairro. Nasce seu irmão Helius. Com a irmão Lydia, passa a freqüentar a escola primária Afrânio Peixoto, à rua da Matriz.
Em 1920, por disposição de seu avô materno, é batizado na maçonaria, cerimônia que lhe causaria grande impressão.
Após três outras mudanças, em 1922 a família transfere-se para a Ilha do Governador, na praia de Cocotá, 109-A.
Faz sua primeira comunhão na Matriz da rua Voluntários da Pátria, no ano seguinte.
Em 1924, inicia o Curso Secundário no Colégio Santo Inácio, na rua São Clemente. Começa a cantar no coro do colégio nas missas de domingo, criando fortes laços de amizade com seus colegas Moacyr Veloso Cardoso de Oliveira e Renato Pompéia da Fonseca Guimarães, este sobrinho de Raul Pompéia. Participa, como ator, em peças infantis.
Torna-se amigo dos irmãos Paulo e Haroldo Tapajóz, em 1927, com os quais começa a compor. Com eles, e alguns colegas do colégio, forma um pequeno conjunto musical que atua em festinhas, em casas de famílias conhecidas.
Compõe, no ano seguinte, com os irmãos Tapajóz, "Loura ou morena" e "Canção da noite", que têm grande sucesso. Nessa época, namora invariavelmente todas as amigas de sua irmã Laetitia.
A família volta a morar na rua Lopes Quintas em 1929, ano em que Viniciusbacharela-se em Letras no Santo Inácio. No ano seguinte entra para a faculdade de Direito da rua do Catete, sem vocação especial. Defende tese sobre a vinda de d. João VI para o Brasil, para ingressar no "Centro Acadêmico de Estudos Jurídicos e Sociais" (CAJU), tornando-se amigo de Otávio de Faria, San Thiago Dantas, Thiers Martins Moreira, Antônio Galloti, Gilson Amado, Hélio Viana, Américo Jacobina Lacombe, Chermont de Miranda, Almir de Andrade e Plínio Doyle.
Em 1931, entra para o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR).
Forma-se em Direito e termina o Curso de Oficial da Reserva, em 1933. Estimulado por Otávio de Faria, publica seu primeiro livro, O caminho para a distância, na Schimidt Editora.
Forma e exegese, seu livro de poesias lançado em 1935, ganha o prêmio Felipe d'Oliveira.
Em 1936, substitui Prudente de Moraes Neto como representante do Ministério da Educação junto à Censura Cinematográfica. Publica, em separata, o poema "Ariana, a mulher". Conhece o poeta Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, dos quais se torna amigo.
Em 1938, é agraciado com a primeira bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford, para onde parte em agosto daquele ano. Trabalha como assistente do programa brasileiro da BBC. Conhece, então, na casa de Augusto Frederico Schmidt, o poeta e músico Jayme Ovalle, de quem se tornaria um dos maiores amigos. Instado por outro grande amigo, Otávio de Faria, a se tornar um poeta mais com os pés no chão, e não o "inquilino do sublime" como, então, o chamou, lança Novos Poemas. Seguindo esta mesma linha, são lançados, posteriormente, Cinco Elegias, em 1943, e Poemas, Sonetos e Baladas,escrito em 1946, que já começam a mostrar o poeta sensual e lírico, mas, como ele próprio disse, um "poeta do cotidiano".
No ano seguinte, casa-se por procuração com Beatriz Azevedo de Mello. No final desse ano, retorna ao Brasil devido à eclosão da II Grande Guerra. Parte da viagem é feita em companhia de Oswald de Andrade.
O ano de 1940 marca o nascimento de sua primeira filha, Suzana. Torna-se amigo de Mário de Andrade.
Estréia como crítico de cinema e colaborador no Suplemento Literário do jornal "A Manhã", em companhia de Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Afonso Arinos de Melo Franco, sob a orientação de Múcio Leão e Cassiano Ricardo, em 1941.
Em 1942, nasce seu filho Pedro. Favorável ao cinema silencioso, Vinicius inicia um debate sobre o assunto com Ribeiro Couto, que depois se estende à maioria dos escritores brasileiros mais em voga, e do qual participam Orson Welles e madame Falconetti. A convite do então prefeito de Belo Horizonte (MG), Juscelino Kubitschek, chefia uma caravana de escritores brasileiros àquela cidade, onde se liga por amizade a Hélio Pelegrino, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Otto Lara Resende. Juntamente com Rubem Braga e Moacyr Werneck de Castro, inicia a roda literária do Café Vermelhinho, no Rio de Janeiro, à qual se misturam a maioria dos jovens arquitetos e artistas plásticos da época, como Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Afonso Reidy, Jorge Moreira, José Reis, Alfredo Ceschiatti, Santa Rosa, Pancetti, Augusto Rodrigues, Djanira e Bruno Giorgi, entre outros. Conheceu a escritora argentina Maria Rosa Oliveira e, através dela, Gabriela Mistral. Freqüenta as domingueiras na casa de Aníbal Machado. Ainda nesse ano, faz extensa viagem ao Nordeste do Brasil acompanhando o escritor americano Waldo Frank, a qual muda radicalmente sua visão política, tornando-se um antifacista convicto. Na estada em Recife, conhece o poeta João Cabral de Melo Neto, de quem se tornaria, depois, grande amigo.
No ano seguinte, ingressa, por concurso, na carreira diplomática. PublicaCinco Elegias em edição mandada fazer por Manuel Bandeira, Aníbal Machado e Otávio de Faria.
Dirige, em 1944, o Suplemento Literário de "O Jornal", onde lança, entre outros, Pedro Nava, Francisco de Sá Pires, Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Marcelo Garcia e Lúcio Rangel, em colunas assinadas, e publica desenhos de artistas plásticos até então pouco conhecidos, como Athos Bulcão, Maria Helena Vieira da Silva, Alfredo Ceschiatti, Carlos Scliar, Eros (Martin) Gonçalves e Arpad Czenes.
Em 1945, um grande susto: sofre grave desastre de avião na viagem inaugural do hidro "Leonel de Marnier", perto da cidade de Rocha, no Uruguai. Em sua companhia estão Aníbal Machado e Moacyr Werneck de Castro. Colabora com vários jornais e revistas, como articulista e crítico de cinema. Escreve crônicas diárias para o jornal "Diretrizes". Faz amizade com o poeta chileno Pablo Neruda.
No ano de 1946, assume seu primeiro posto diplomático: vice-consul do Brasil em Los Angeles, Califórnia (USA). Ali permanece por quase cinco anos, sem retornar ao seu país. Publica, em edição de luxo, com ilustrações de Carlos Leão, seu livro, Poemas, sonetos e baladas.Vinicius, amante da sétima arte, inicia seus estudos de cinema com Orson Welles e Gregg Toland. Lança, com Alex Viany, a revista Film, em 1947.
Em 1949, João Cabral de Melo Neto tira, em sua prensa manual, em Barcelona, uma edição de cinqüenta exemplares de seu poema Pátria Minha.Visita o poeta Pablo Neruda, no México, que se encontrava gravemente enfermo. Ali conhece o pintor Diogo Siqueiros e reencontra o pintor Di Cavalcanti. Morre seu pai. Volta ao Brasil, em 1950.
No ano seguinte, casa-se, pela segunda vez, com Lila Maria Esquerdo e Bôscoli. A convite de Samuel Wainer, começa a colaborar no jornal "Última Hora", como cronista diário e posteriormente crítico de cinema.
Em 1952, é nomeado delegado junto ao Festival de Punta del Este, fazendo paralelamente sua cobertura para "Última Hora". Terminado o evento, parte para a Europa, encarregado de estudar a organização dos festivais de cinema de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza, no sentido da realização do Festival de Cinema de São Paulo, dentro das comemorações do IV Centenário da cidade. Em Paris, conhece seu tradutor francês, Jean Georges Rueff, com quem trabalha, em Estrasburgo, na tradução de suas Cinco Elegias. Sob encomenda do diretor Alberto Cavalcanti, com seus primos Humberto e José Francheschi, visita, fotografa e filma as cidades mineiras que compõem o roteiro do Aleijadinho, com vistas à realização de um filme sobre a vida do escultor.
Em 1953, nasce sua filha Georgiana. Compõe seu primeiro samba, música e letra, "Quando tu passas por mim". Faz crônicas diárias para o jornal "A Vanguarda" e colabora no tablóide semanário "Flan", de "Última Hora". Parte para Paris como segundo secretário de Embaixada. Escreve Orfeu da Conceição, obra que seria premiada no Concurso de Teatro do IV Centenário da Cidade de São Paulo no ano seguinte, e que teve montagem teatral em 1956, com cenários de Oscar Niemeyer. Posteriormente transformada em filme (com o nome de Orfeu negro) pelo diretor francês Marcel Camus, em 1959, obteve grande sucesso internacional, tendo sido premiada com a Palma de Ouro no Festival de Cannes e com o Oscar, em Hollywood, como o melhor filme estrangeiro do ano. Nesse filme acontece seu primeiro trabalho com Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim).
Sai da primeira edição de sua Antologia Poética. A revista "Anhembi" publicaOrfeu da Conceição, em 1954.
No ano seguinte, compõe, em Paris, uma série de canções de câmara com o maestro Cláudio Santoro. Começa a trabalhar para o produtor Sasha Gordine, no roteiro do filme Orfeu negro. Volta ao Brasil em curta estada, buscando obter financiamento para a realização do filme. Diante do insucesso da missão, retorna a Paris em fins de dezembro.
Em 1956, retorna à pátria, no gozo de licença-prêmio. Nasce sua filha, Luciana. A convite de Jorge Amado, colabora no quinzenário "Para Todos", onde publica, na primeira edição, o poema O operário em construção. A peçaOrfeu da Conceição é encenada no Teatro Municipal, que aparece também em edição comemorativa de luxo, ilustrada por Carlos Scliar. As músicas do espetáculo são de autoria de Antônio Carlos Jobim, dando início a uma parceria que, tempos depois, com a inclusão do cantor e violonista João Gilberto, daria início ao movimento de renovação da música popular brasileira que se convencionou chamar de bossa nova. Retorna ao posto, em Paris, no final do ano.
Publica Livro de Sonetos, em edição de Livros de Portugal, em 1957. É transferido da Embaixada em Paris para a Delegação do Brasil junto à UNESCO. No final do ano é transferido para Montevidéu, regressando, em trânsito, ao Brasil.
Em 1958, sofre um grave acidente de automóvel. Casa-se com Maria Lúcia Proença. Parte para Montevidéu. Sai o LP "Canção do amor demais", de músicas suas com Antônio Carlos Jobim, cantadas por Elizete Cardoso. No disco ouve-se, pela primeira vez, a batida da bossa nova, no violão de João Gilberto, que acompanha a cantora em algumas faixas, entre as quais o samba "Chega de saudade", considerado o marco inicial do movimento.
1959 marca o lançamento do LP "Por toda a minha vida", de canções suas com Jobim, pela cantora Lenita Bruno. Casa-se sua filha Susana.
No ano seguinte, retorna à Secretaria de Estado das Relações Exteriores. Em novembro, nasce seu neto Paulo. Sai a segunda edição de sua Antologia Poética, uma edição popular da peça Orfeu da Conceição e Recette de femme et autres poèmes, tradução de Jean-Georges Rueff.
Começa a compor com Carlos Lyra e Pixinguinha. Aparece Orfeu negro, em tradução italiana de P. A. Jannini, em 1961.
Dá início à composição de uma série de afro-sambas, em parceria com Baden Powell, entre os quais "Berimbau" e "Canto de Ossanha". Com Carlos Lyra, compõe as canções de sua comédia musicada Pobre menina rica. Em agosto desse ano, 1962, faz seu primeiro show, que obteve grande repercussão, ao lado de Jobim e João Gilberto, na boate "Au Bon Gourmet", iniciando a fase dos "pocket-shows", onde foram lançados grandes sucessos internacionais como "Garota de Ipanema" e "Samba da benção". Na mesma boate, faz apresentação com Carlos Lyra para apresentar "Pobre menina rica", ocasião em que é lançada a cantora Nara Leão. Compõe, com Ary Barroso, as últimas canções do grande mestre da MPB, como "Rancho das Namoradas". É lançado o livro Para viver um grande amor. Grava, como cantor, um disco com a atriz e cantora Odete Lara.
Em 1963, inicia uma parceria que produziria grandes sucessos com Edu Lobo. Casa-se com Nelita Abreu Rocha e retorna a Paris, assumindo posto na Delegação do Brasil junto à UNESCO.
No início da revolução de 1964, retorna ao Brasil e colabora com crônicas semanais para a revista "Fatos e Fotos", ao mesmo tempo em que assinava crônicas sobre música popular para o "Diário Carioca". Começa a compor com Francis Hime. Com Dorival Caymmi, participa de show muito sucesso na boate Zum-Zum, onde lança o Quarteto em Cy. Desse show é feito um LP.
1965 marca o lançamento de Cordélia e o peregrino, em edição do Serviço de Documentação do Ministério de Educação e Cultura. Ganha o primeiro e segundo lugares do I Festival de Música Popular de São Paulo, da TV Record, em canções de parceria com Edu Lobo e Baden Powell. Parte para Paris e St. Maxime para escrever o roteiro do filme "Arrastão". Indispõem-se com o diretor e retira suas músicas do filme. Parte de Paris para Los Angeles a fim de encontrar-se com Jobim. Muda-se de Copacabana para o Jardim Botânico, à rua Diamantina, 20. Começa a trabalhar no roteiro do filme "Garota de Ipanema", dirigido por Leon Hirszman. Volta ao show com Caymmi, na boate Zum-Zum.
No ano seguinte é lançado o livro Para uma menina com uma flor. São feitos documentários sobre o poeta pelas televisões americana, alemã, italiana e francesa. Seu "Samba da benção", em parceria com Baden Powell, é incluído, em versão do compositor e ator Pierre Barouh, no filme "Un homme... une femme", vencedor do Festival de Cannes do mesmo ano. Vinicius participa do juri desse festival.
Em 1967, sai a sexta edição de sua Antologia Poética e a segunda de Livro de Sonetos (aumentada). Faz parte do júri do Festival de Música Jovem, na Bahia. Ocorre a estréia do filme "Garota de Ipanema". É colocado à disposição do governo de Minas Gerais no sentido de estudar a realização anual de um Festival de Arte em Ouro Preto.
Falece sua mãe, em 25 de fevereiro de 1968. Aparece a primeira edição de sua Obra Poética. Seus poemas são traduzidos para o italiano por Ungaretti.
Em 1969, é exonerado do Itamaraty. Casa-se com Cristina Gurjão, com quem tem uma filha chamada Maria.
No ano seguinte, casa-se com a atriz baiana Gesse Gessy. Inicia parceria com o violonista Toquinho.
Em 1971, muda-se para Salvador, Bahia. Viaja pela Itália, numa espécie de auto-exílio. No ano seguinte, com Toquinho, lança naquele país o LP "Per vivere un grande amore".
A Pablo Neruda é lançado em 1973. Trabalha, no ano seguinte, no roteiro, não concretizado, do filme "Polichinelo". Participa de show com Toquinho e a cantora Maria Creuza, no Rio. Confirmando os boatos de que o governo o perseguia, excursiona pela Europa e grava dois discos na Itália com Toquinho, em 1975.
Em 1976, novo casamento, agora com Marta Rodrigues Santamaria. Escreve as letras de "Deus lhe pague", em parceria com Edu Lobo.
Participa de show na casa de espetáculos "Canecão", no Rio, com Tom Jobim, Toquinho e Miúcha. Grava um LP em Paris, com Toquinho, em 1977.
No ano seguinte, excursiona com Toquinho pela Europa. Casa-se com Gilda de Queirós Matoso.
Em 1979, participa de leitura de poemas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), a convite do líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva. Voltando de viagem à Europa, sofre um derrame cerebral no avião. Perdem-se, na ocasião, os originais de Roteiro lírico e sentimental da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.No dia 17 de abril de 1980, é operado para a instalação de um dreno cerebral. Morre, na manhã de 09 de julho, de edema pulmonar, em sua casa na Gávea, em companhia de Toquinho e de sua última mulher. Extraviam-se os originais de seu livro O deve e o haver.Lançado postumamente, no Livro de Letras, publicado em 1991, estão mais de 300 letras de músicas de autoria de Vinícius, com melodias suas e de um sem número de compositores, ou parceirinhos, como carinhosamente os chamava.
Em 1992, é lançado um livro que hibernou anos junto ao poeta: Roteiro Lírico e Sentimental da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, onde Nasceu, Vive em Trânsito e Morre de Amor o Poeta Vinicius de Moraes.No ano seguinte, uma coletânea de poesias é publicada no livro As Coisas do Alto - Poemas de Formação, mostrando a processo de formação do poeta, que é uma descida do topo metafísico à solidez do cotidiano.
Em 1996, é lançado livro de bolso com o título Soneto de Fidelidade e outros poemas, a preços populares. Essa publicação fica diversas semanas na lista dos mais vendidos, o que vem mostrar que mesmo após 16 anos de seu desaparecimento, sua poesia continuava viva entre nós.
Em 2001, a industria de perfumes Avon lança a "Coleção Mulher e Poesia - por Vinicius de Moraes", com as fragrâncias "Onde anda você", "Coisa mais linda", "Morena flor" e "Soneto de fidelidade".
Inconstante no amor (seus biógrafos dizem que teve, oficialmente, 09 mulheres), um dia foi questionado pelo parceiro Tom Jobim: "Afinal, poetinha, quantas vezes você vai se casar?".
Num improviso de sabedoria, Vinicius respondeu: "Quantas forem necessárias."
No dia 08/09/2006, é homenageado pelo governo brasileiro com sua reintegração post mortem aos quadros do Ministério das Relações Exteriores, ocasião em que foi inaugurado o "Espaço Vinicius de Moraes" no Palácio do Itamaraty - Rio de Janeiro (RJ).
BIBLIOGRAFIA
Do Autor:
Poesia/Prosa:
- O Caminho para a Distância, 1933 - Schmidt Ed, Rio (recolhida pelo autor)
- Ariana, a Mulher, 1936 - Pongetti - Rio
- Forma e Exegese, 1935 - Pongetti - Rio (Prêmio Felippe d'Oliveira)
- Novos Poemas, 1938 - José Olympio - Rio
- Cinco Elegias, 1943 - Pongetti - Rio (ed.feita a pedido de Manuel Bandeira, Aníbal Machado e Octávio de Farias)
- 10 poemas em manuscrito - 1945, Condé (edição ilustrada de 150 exemplares)
- Poemas, Sonetos e Baladas, 1946 - Ed. Gávea - São Paulo (ilustrações de Carlos Leão)
- Pátria Minha, 1949 - O Livro Inconsútil - Barcelona (ed.feita por João Cabral de Melo Neto em sua prensa manual)
- Orfeu da Conceição, 1956 - Editora do Autor - Rio (ilustrações de Carlos Scliar)
- Livro de Sonetos, 1957 - Livros de Portugal - Rio
- Novos Poemas (II), 1959 - Livraria São José - Rio.
- Orfeu da Conceição, 1960 - Livraria São José - Rio (edição popular)
- Para Viver um Grande Amor, 1962 - Ed. do Autor - Rio
- Cordélia e o Peregrino, 1965 - Ed.do Serviço de Documentação do M. da Educação e Cultura - Brasília
- Para uma Menina com uma Flor, 1966 - Ed. do Autor - Rio
- Orfeu da Conceição, 1967 - Editora Dois Amigos - Rio (com ilustrações de Carlos Scliar)
- O Mergulhador, 1968 - Atelier de Arte - Rio (fotos de Pedro de Moraes, filho do autor. Tiragem limitada a 2.000 exemplares, sendo 50 numerados em algarismos romanos de I a L e assinados pelos autores, comportando um manuscrito original e inédito de Vinícius de Moraes;450 exemplares numerados em algarismos arábicos e 51 a 500 e assinados pelos autores; e,finalmente, 1.500 exemplares numerados de 501 a 2.000)
- História natural de Pablo Neruda, 1974 - Ed.Macunaíma - Salvador.
- O falso mendigo, poemas de Vinicius de Moraes - 1978, Ed. Fontana - Rio
- Vinicius de Moraes - Poemas de muito amor, 1982 - José Olympio, Rio (ilustrações de Carlos Leão)
- A arca de Noé - 1991, Cia. das Letras - São Paulo
- Livro de Letras, 1991, Cia. das Letras - São Paulo
- Roteiro lírico e sentimental da Cidade do Rio de Janeiro e outros lugares por onde passou e se encantou o poeta, 1992 - Cia. das Letras - São Paulo
- As Coisas do Alto - Poemas de Formação, 1993 - Cia. das Letras - São Paulo
- Jardim Noturno - Poemas Inéditos, 1993 - Cia. das Letras - São Paulo
- Soneto de Fidelidade e outros Poemas, 1996 - Ediouro - Rio (ed. bolso)
- Procura-se uma Rosa, Massao Ohno Ed. - São Paulo (peça de teatro em colaboração com Pedro Bloch e Gláucio Gil)
- A Arca de Noé, Cia. das Letras - São Paulo
- O Cinema de Meus Olhos, Cia. das Letras - São Paulo
- Nossa Senhora de Paris, Ediouro - Rio
- Teatro em Versos - 1995, Cia. das Letras - São Paulo
- Rio de Janeiro (com Ferreira Gullar), Ed. Record - Rio (edições em alemão, francês, inglês, italiano e português).
- Querido Poeta - Correspondências de Vinicius de Moraes (organização de Ruy Castro), Cia. das Letras, São Paulo, 2003.
- Samba falado, Azougue Editorial, 2008.
Francês:
- Cinc Elégies, 1953 - Ed. Seghers - Paris (trad. de Jean-Georges Rueff)
- Recette de Femme et autres poèmes, 1960 - Ed. Seghers - Paris (escolha e tradução de Jean-Georges Rueff)
Italiano:
- Orfeo Negro, 1961 - Nuova Academia Editrice - Milão (tradução de P. A. Jannini)
Antologias:
- Antologia Poética, 1954 - Editora A Noite - Rio de Janeiro
- Obra poética - Poesia Completa e Prosa, Editora Nova Aguillar, 1968
Teatro- Procura-se uma rosa, 1962 (com Pedro Bloch e Gláucio Gil.)
Sobre o Autor:
- O Poeta da Paixão, José Castello, 1994 - Cia. das Letras - São Paulo
- Vinícius de Moraes - Uma Geografia Poética, José Castello, 1996 - Ed. Relume Dumará
- Vinicius de Moraes - O múltiplo das paixões (biografia), coleção "Gente do Século", Editora Três, 1999.
- Rio (coleção Perfis do Rio), Ed. Relume Duimará.
- Vinícius de Moraes, Pedro Lyra, Editora Agir
- Cancioneiro Vinicius de Moraes: Biografia e Obras escolhidas, Sergio Augusto, Jobim Music. (edição bilíngüe), 2007.
Discos de poesias:
- Vinicius em Portugal, 1969, Fiesta, IG 79.034 - Rio
- Antologia Poética, 1977, Philips, 6641 708, Série de Luxo - 2 Long-Plays (com participação de Tom Jobim, Edu Lobo, Toquinho, Luis Roberto, Jorginho, Roberto Menescal e Francis Hime)
Homenagens:
- Ciclo Vinícius de Moraes - Meu Tempo é Quando, 05 de janeiro a 23 de fevereiro de 1990, Centro Cultural do Banco do Brasil - Rio de Janeiro
Dados compilados dos livros "Vinicius de Moraes: O poeta da Paixão - uma biografia", "Perfis do Rio", de José Castello, e de "Obra Poética - Poesia Completa e Prosa", Ed. Nov Aguillar - Rio, além dos constantes nos livros do autor e informações obtidas na Internet.
Fotos divinas:
Com Tom Jobim - Elis Regina - E seu grande parceiro: Toquinho, o qual escreveram muitas canções juntos.