terça-feira, 10 de abril de 2012

Transcedendo idéias arraigadas



Acabo de ler um texto muito bem redigido, em que mostra os perigos da nossa mente - quando deixamos que o Ego coloque sua razão à frente de nossa vida.

Leiam calmamente e absorvam como eu - essa poderosa força que é a presença do UNO em nós... com sua clareza e ideais renovados para um verdadeiro crescimento.





Aqui estão sete sugestões para ajudá-lo a transcender idéias arraigadas sobre a própria importância. Todas estas são concebidas para ajudar a impedi-lo de se identificar falsamente com a auto-importância do ego.


1 – Deixe de ficar ofendido.


O comportamento dos outros não é motivo para ficar retido. Aquilo que o ofende somente o enfraquece. Se estiver procurando ocasiões para ficar ofendido, você as encontrará a cada oportunidade. Este é o seu ego operando, convencendo-o de que o mundo não deveria ser assim. Mas você pode se tornar um apreciador da vida e se equiparar ao Espírito universal da Criação. Você não pode alcançar o poder da intenção ao ficar ofendido. De qualquer modo, aja para erradicar os horrores do mundo que emanam da identificação massiva do ego, mas fique em paz. Como “Um Curso em Milagres” nos lembra: “A Paz é de Deus, você que é parte de Deus, não está no lar, exceto em sua paz. O Ser é de Deus, você que é parte de Deus não está no lar, exceto em sua paz”. Ficar ofendido cria a mesma energia destrutiva que o ofendeu em primeiro lugar e leva ao ataque, ao contra-ataque e à guerra.




2 – Libere a sua necessidade de vencer.


O ego adora nos dividir em vencedores e perdedores. A busca da vitória é um meio infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque em última instância, a vitória é impossível o tempo todo. Alguém lá fora será mais rápido, mais afortunado, mais jovem, mais forte e mais inteligente, e novamente você se sentirá inútil e insignificante.
Você não é o seu prêmio ou a sua vitória. Você pode curtir a competição, e se divertir em um mundo onde a vitória é tudo, mas você não tem que estar lá em seus pensamentos. Não há perdedores em um mundo onde todos compartilham a mesma fonte de energia. Tudo o que você pode dizer em um determinado dia é que você realizou em um determinado nível, em comparação aos níveis de outros neste dia. Mas hoje é outro dia, com outros competidores e novas circunstâncias a considerar. Você está ainda na presença infinita em um corpo que está em outro dia, ou em outra década, mais velho. Deixe ir a necessidade de vencer, sem concordar que o oposto de vencer é perder. Este é o medo do ego. Se o seu corpo não está atuando de modo a vencer neste dia, ele simplesmente não se importa quando você não está se identificando exclusivamente com o seu ego. Seja o observador, notando e apreciando tudo isto sem precisar ganhar um troféu. Esteja em paz, e corresponda com a energia da intenção. E, ironicamente, embora você quase não o perceba, mais vitórias se apresentarão em sua vida quando menos as perseguir.


3 – Deixe ir a sua necessidade de estar certo.


O ego é a fonte de muitos conflitos e desavenças, porque ele o empurra na direção de tornar outras pessoas erradas. Quando você é hostil, está desconectado do poder da intenção. O Espírito Criativo é bondoso, amoroso e receptivo; e livre da raiva, do ressentimento ou da amargura. Liberar a sua necessidade de estar certo em suas discussões e relacionamentos é como dizer ao ego: eu não sou um escravo para você. Eu quero aceitar a bondade e rejeitar a sua necessidade de estar certo. Realmente, eu oferecerei a esta pessoa uma oportunidade de se sentir melhor, dizendo que ela está certa, e lhe agradecer por me apontar na direção da verdade.
Quando você deixa ir a necessidade de estar certo, é capaz de fortalecer a sua conexão com o poder da intenção. Mas tenha em mente que o ego é um combatente determinado. Eu tenho visto pessoas terminarem relacionamentos maravilhosos, apegando-se a sua necessidade de estar certo, interrompendo-se no meio de um argumento e se questionando: “Eu quero estar certo ou ser feliz?” Quando você escolhe o humor feliz, amoroso e espiritualizado, a sua conexão com a intenção é fortalecida. Estes momentos expandem no final das contas, a sua nova conexão com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você, criando a vida que você pretendia viver.


4 – Deixe ir a sua necessidade de ser superior.


A verdadeira nobreza não se refere a ser melhor do que outra pessoa. Trata-se de ser melhor do que você costumava ser. Permaneça focado em seu crescimento, com uma consciência permanente de que ninguém neste planeta é melhor do que outro. Todos nós emanamos da mesma força de vida criativa. Todos nós temos uma missão de compreender a nossa essência pretendida. Tudo o que precisamos para cumprir o nosso destino nos está disponível. Nada disto é possível quando você se vê como superior aos outros. É um velho provérbio, mas, entretanto, verdadeiro: Somos todos iguais aos olhos de Deus. Deixe ir a sua necessidade de se sentir superior, vendo a revelação de Deus em todos. Não avalie os outros com base em sua aparência, em suas conquistas, posses e em outros índices do ego. Quando você projeta sentimentos de superioridade, isto é o que você recebe de volta, levando a ressentimentos, e principalmente, a sentimentos hostis. Estes sentimentos se tornam o veículo que o distancia mais da intenção. Um Curso em Milagres trata desta necessidade de ser especial e superior. A pessoa que se julga especial sempre faz comparações.


5 – Deixe ir a necessidade de ter mais.


O mantra do ego é mais. Ele nunca está satisfeito. Não importa quanto você consiga ou adquira, seu ego vai insistir que não há o suficiente. Você se encontrará em um estado perpétuo de esforço para obter, eliminando a possibilidade de nunca chegar. Entretanto, na realidade, você já chegou, e como você optar por usar este momento presente de sua vida, é sua escolha. Ironicamente, quando você deixa de precisar mais, mais do que você deseja parece chegar a sua vida. Desde que você se desligou da necessidade por isto, você achará mais fácil transmiti-lo aos outros, porque você compreende quão pouco você precisa a fim de ficar satisfeito e em paz.
A Fonte universal está contente com ela mesma, expandindo-se constantemente e criando nova vida, sem tentar se apegar as suas criações para seus próprios propósitos egoístas. Ela cria e libera. Quando você libera a necessidade do ego de ter mais, você se unifica a esta Fonte. Você cria, atrai para si e libera, nunca exigindo que mais venha ao seu caminho. Como um apreciador de tudo o que se apresenta, você aprende a poderosa lição de S. Francisco de Assis: “É dando que recebemos.” Ao permitir que a abundância flua para e através de você, você se equipara a sua Fonte e garante que esta energia continue a fluir.


6 – Deixe de se identificar com base em suas realizações.


Este pode ser um conceito difícil se pensar que vocês são as suas realizações. Deus canta todas as músicas, Deus constrói todos os prédios, Deus é a fonte de todas as suas realizações. Eu posso ouvir o seu ego protestando em voz alta. Entretanto, permaneça atento a esta idéia. Tudo emana da Fonte! Você e esta Fonte são um! Você não é este corpo e as suas realizações. Você é o observador. Observe tudo isto; e seja grato pelas habilidades que acumulou. Mas dê todo o crédito ao poder da intenção, que lhe trouxe à existência e da qual é uma parte materializada. Quanto menos precisar assumir o crédito pelos seus empreendimentos e mais conectado permanecer às sete faces da intenção, mais estará livre para realizar, e mais se apresentará para você. Quando você se liga a estas conquistas e acredita que apenas você que está fazendo todas estas coisas, você deixa a paz e a gratidão de sua Fonte.


7 – Deixe ir a sua reputação.


Sua reputação não está localizada em você. Ela reside nas mentes dos outros. Portanto, você não tem nenhum controle sobre tudo isto. Se falar para 30 pessoas, você terá 30 reputações. Conectar-se à intenção significa ouvir o seu coração e se conduzir baseado naquilo que a sua voz interior lhe diz que é o seu propósito aqui. Se estiver muito preocupado em como será percebido por todos, então você se desliga da intenção e permite que as opiniões dos outros o oriente. Este é o seu ego operando. É uma ilusão que se interpõe entre você e o poder da intenção. Não há nada que não possa fazer, a menos que se desconecte da fonte de poder e se torne convencido de que o seu propósito é provar aos outros como você é poderoso e superior, e gaste a sua energia tentando ganhar uma gigantesca reputação entre outros egos. Permanecer no propósito, desligar-se do resultado, e assumir a responsabilidade pelo que faz, reside em você: seu caráter. Deixe que a sua reputação seja debatida por outros. Ela nada tem a ver com você. Ou como o título de um livro diz: “O que você pensa de mim, não é da minha conta.”


quinta-feira, 5 de abril de 2012

INRI

A Crucificação de Cristo,
a partir de um ponto de vista médico

de C. Truman Davis










Lembramos o Salmo 22 versículo 14
 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.”

Epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para com Deus. 


Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. 


Como podemos ser gratos, se nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa.


Por mais que se passem séculos e mais séculos na vida das pessoas, existe a memória escrita... os livros ... a Bíblia ... a Internet ... as religiões , a nos ecoar: A maldade predomina, os dias de alegria são poucos durante uma vida!


Com o passar dos tempos, vemos que dias de infortúnio sobrepujam os dias de abundância , e a felicidade é apenas uma retórica em nossa imaginação de criança que ainda somos.


Mas e os 40 e tantos... 50 e tantos anos... não seriam o bastante para se agrupar conhecimento e discernimento? 


A lógica da sabedoria não vem após os 40a?


Disse alguém , para disfarçar que a velhice era sábia e a juventude vil!


O que importa ter 30... 40... ou 70 anos(?) Não faz diferença: A mente não distingue isso, exceto quando for acometida pelo peso dos ossos no arcabouço do esqueleto a doer aqui e acolá. 


Ou, quando o pobre coração, fatigado pelas chibatadas e, pelos castigos que a língua provocou começar a apresentar sinais de ruína.


O que não poderia ter sido já foi consumado: 
Há dois mil anos atrás... Nós o condenamos.


Não eu, nem você: Nós...aqueles que estavam ali... desprezamos-o e preferimos um tal Barrabás, a ser solto em seu lugar!


Ele - que veio de Deus - que se fez homem ... que curou os leprosos , que ressuscitou os mortos ... que pregou o amor ... que curou cegos e aleijados ... que discutiu com os senhores sacerdotes de Jerusalém... 


Ele se foi... 


O dia virou noite... 


O sol foi pro além... 


Os ventos uivaram... 


O deserto virou tempestade de poeira...


Quem estava ali viu: 


E se assustou com o rompante dos ventos... e a fúria da mãe natureza... a dizer-nos: 


Não queria que fosse assim... 


Não precisava ser assim.


E à pártir dali... Tudo ficou nebuloso...


O mau prevalece em dias de alegria...


O bem precisa provar a todo momento que é bom!


A ganância e a destruição - faz com que de tempos em tempos - a natureza se rebele e destrua quem a estava destruindo-a!!!


Não ficará pedra sobre pedra.


Rocha sobre rocha...


Tsunamis ... Explosões ... Ogivas nucleares ...


Erosões ... Vulcões ... acidentes aéreos e terrestres... 


Assassinatos de crianças, de mães e de pais pelos próprios filhos acontecerão, e já não chocarão mais ninguém.


O pudor ficará a ermo...


A pedofilia será natural... 


Por mais que se façam Leis e cadeias...


A eterna luta do bem pelo mau... não terá fim.


Precisamos sim, nos por em vigília a tudo isso.


Nossos filhos sairão de casa... 


Mas nos pediremos  proteção a eles... com o pensamento elevado aos céus...


Saíremos cedinho - e também precisaremos de alguém que olhe por nós...


Não nos bastará crer! teremos que ser!!fazer alguma coisa! Urgente!!


Lembrarmos de ser:


Seres humanos ... 
ser gente do bem... 
ser pessoas de verdade por dentro e por fora: 


Um só discurso!


Deixar de mentir ... de trair ... de querer só pra si!


Saber dividir... e não só subtrair do outro a nosso favor apenas.


Precisaremos sim: Praticar o altruísmo... O querer puro ... 


O Louvar sincero e silencioso!


Estaremos todos os dias aprendendo a ser Humanos... sim!!!


Talvez assim a luta se apresse a repousar... o mau recue ; 


O bem vença e convença que Ele quer assim... e assim será!!!


Que seja até o fim!


Sem  crucificarmos o filho ... 


Sem crucificar o Pai....


Será Páscoa todos os dias porque renasceremos também ... 


Renasceremos do pó... e ao pó retornaremos.









Cquote1.svgBem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! 
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! 
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus
Bem-aventurados os Defensores da Paz, porque serão chamados filhos de Deus! 
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! 
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de Mim
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós ".

 Sermão da Montanha





Boa Noite. 










Até aqui nos ajudou o Senhor.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Diário de Anne Frank


  


Sinto-me, quase na obrigação de falar sobre minhas raízes. 


Recordar a saga, não é sofrimento, mas uma forma de externar a minha solidariedade ao meu povo.


É como se, uma força maior me direcionasse a isso, principalmente, em datas sacras...como esses dias me vêm à tona o que sofreram nossa gente..


Fazendo rever aqueles dias em que pessoas como eu e
você... sofreram sem ter porquê !?   
        
Apesar, de já terem se passado 70 anos... sempre que revemos fotos e fatos da época , nos surpreendemos com a falta de solidariedade a qual o homem teve aos seus semelhantes, e o jogo do poder, atropela qualquer tentativa de compreensão dos reais motivos de tanta carnificina. 


O ideal nacionalista de Hitler contrapõe-se à lógica racional dos motivos de guerrear.


Porque outras guerras existiram! 


Motivos vis as sustentaram... e, quem por acaso, se encontrasse na zona do perigo (Faixa de Gaza) - seriam os primeiros a sofrerem as conseqüências. 


Já dito antes o exemplo de Hiroshima e Nagazaki).


 A análise do extermínio judaico, a pessoas inocentes ; idosos e crianças, foi o mais terrível episódio. ao qual passaram os judeus.
  
E, por isso, mesmo, que todos deveriam saber... para poder compreender outros fatos...  


(Deus jamais, quando criou o homem, supos ser possível que fosse presenciar tais fatos!?). 


Tenho plena convicção disso.


A disputa do bem e do mau... trouxe-nos a isso.


Presenciamos terror...  dias de infortúnio... pestes... pragas e toda infelicidade de desvios que eram praticados, por aqueles que detinham o poder!?


Poucos foram os que se salvaram...e, mesmo entre eles (eu inclusive) trarei sempre em meu ser a nuvem nebulosa do holocausto!!!


Havemos que ressurgir, e restituir em nós mesmos a coragem ... e o afeto aos que não conhecemos, mas que temos muito deles em nosso interior!!!O DNA cármico que não se esvai.

Revendo documentos e narrativas históricas, sobre o período da primeira guerra mundial, chama-me a atenção, escritos de uma adolescente: Anne Frank - que viveu seus poucos dias de vida, em campos de concentração. aonde conseguia escrever o que acontecia nestes locais. 


Essa jovem acabou por não conseguir sobreviver por muito tempo, em tais condições animalescas, e seu fim ocorreu ainda aos quinze anos de idade. 


Mas, o que impressiona é a qualidade da narrativa de Anne em seu diário - que chegou a ser publicado pós morte , através de seu pai, que empreendeu esforços para divulgar a obra da filha, lutando até as últimas conseqüencias nesse intuito.

Me lembro de uma das últimas aulas do mestre historiador, já às vésperas do vestibular, em que precisávamos transpor aquela etapa, ele não media esforços , em nos fazer entender a dialética e propedêutica daqueles momentos para a humanidade.

E nos descrevia os fatos narrados minuciosamente como quem abrira um livro e encenava o que estava escrito.

Detalhe: O livro( a história e sua narrativa) estavam dentro do seu cérebro, e nem uma folha sequer era aberta para as narrações:

Ocupação da Holanda



Em maio de 1940, a Alemanha nazista invadiu e ocupou a Holanda.

Sob a ocupação nazista, os judeus que viviam na Holanda passaram a ser alvo de leis segregacionistas.

Crianças judias ficaram proibidas de estudar nas mesmas escolas onde estudavam crianças não-judias.

Por causa dessa proibição, Anne e Margot tiveram que ser transferidas das escolas onde estudavam para um colégio judaico.

No dia 12 de junho de 1942, quando completou 13 anos, Anne Frank ganhou de presente de seu pai um livro. 

Esse livro era o mesmo que estava na vitrina de uma loja em que ela e o pai passaram e que havia lhe chamado a atenção. Embora fosse um livro para autógrafos, Anne começou a usá-lo como diário quase que imediatamente.


Nele, a jovem começou a registrar fatos corriqueiros na vida de qualquer adolescente. 


Pouco a pouco, Anne começou a registrar com frequência cada vez maior as dificuldades enfrentadas pelos judeus por causa da ocupação nazista.

No mês de julho de 1942, a família Frank recebeu a notícia de que seria obrigada a se mudar para um campo de trabalhos forçados. Para fugir desse destino, a família transferiu-se para um esconderijo no prédio onde funcionava o escritório do pai.
Para deixar a impressão de que haviam fugido apressadamente, Anne e seus familiares deixaram o apartamento todo desarrumado. Além disso, o pai deixou um bilhete, tratava-se de uma pista falsa com o intuito de levar os nazistas a acreditarem que a família estava tentando viajar para a Suíça.

O esconderijo


O prédio comercial onde Anne e sua família se esconderam tinha dois andares, com escritórios, um moinho e depósitos de grãos. O esconderijo consistia em alguns cômodos num anexo que ficava nos fundos do prédio. Para disfarçar o esconderijo, uma estante de livros foi colocada na frente da porta que dava para o anexo.
Na montagem do esconderijo, Otto Frank contou com a ajuda dos quatro funcionários em quem mais confiava: Victor Kugler, Johannes Kleiman, Miep Gies e Bep Voskuijl. Eles mais o pai de Johannes e o marido de Miep eram os únicos que sabiam da existência do esconderijo.

Na manhã de 4 de agosto de 1944, a polícia nazista invadiu o esconderijo, cuja localização foi descoberta por um informante que jamais foi identificado. Todos os refugiados foram colocados em caminhões e levados para interrogatório. Victor Kugler e Johannes Kleiman também foram presos, ao contrário de Miep Gies e Bep Voskuijl, que foram liberados.

Esses últimos voltaram ao esconderijo onde encontraram os papéis de Anne espalhados no chão e diversos álbuns com fotografias da família. Eles reuniram esse material e o guardaram na esperança de devolver a Anne depois que a guerra terminasse, o que nunca aconteceu.

Auschwitz

Anne Frank e sua família foram mandadas para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Mais do que um campo de concentração, era também um campo de extermínioIdososcrianças pequenas e todos aqueles que fossem considerados inaptos para o trabalho eram separados dos demais para serem exterminados de imediato.
Dos 1.019 prisioneiros transportados no trem que trouxe Anne Frank, 549 (incluindo crianças) foram separados dos demais para serem mortos nas câmaras de gás. Mulheres e homens eram separados. Assim, Otto Frank perdeu contato com a esposa e as filhas.
Junto com as outras prisioneiras selecionadas para o trabalho forçado, Anne foi obrigada a ficar nua para ser "desinfetada", teve a cabeça raspada e um número de identificação tatuado no braço. 


Durante o dia, as prisioneiras eram obrigadas a trabalhar. À noite elas eram reunidas em barracas geladas e apertadas. As péssimas condições de higiene propiciavam aparecimento de doenças. Anne teve sua pele vitimada pela sarna.
No dia 28 de outubro, Anne, Margot e a senhora van Pels foram transferidas para um outro campo, localizado em Bergen-Belsen, na Alemanha. A mãe, Edith, foi deixada para trás, permanecendo em Auschwitiz. Em março de 1945, uma epidemia de tifo se espalhou pelo campo de Bergen-Belsen.


Estima-se que cerca de 17 mil pessoas morreram por causa da doença. Entre as vítimas estavam Margot e Anne, que morreu com apenas 15 anos de idade, poucos dias depois de sua irmã ter morrido. Seus corpos foram jogados numa pilha de cadáveres e então cremados.

O sobrevivente



Otto Frank foi o único membro da família que sobreviveu e voltou para a Holanda. 
Ao ser libertado, soube que a esposa havia morrido e que as filhas haviam sido transferidas para Bergen-Belsen.
Ele ainda tinha esperança de reencontrar as filhas vivas.

Em julho de 1945, a Cruz Vermelha confirmou as mortes de Anne e Margot.
Foi então que Miep Gies, (um sobrevivente que havia encontrado os escritos de Anne); entregou para Otto Frank o diário que Anne havia escrito. Otto mostrou o diário à historiadora Annie Romein-Verschoor, que tentou sem sucesso publicá-lo. Ela o mostrou ao marido, o jornalista Jan Romein, que escreveu um texto sobre o diário de Anne.

Após a guerra, foi estimado que, dos 108.000 judeus deportados da Holanda entre 1942 e 1944, apenas 5.000 sobreviveram. 


Também foi estimado que 30.000 judeus permaneciam na Holanda, com muitas pessoas auxiliado pelo movimento secreto de resistência holandês. 


Aproximadamente dois terços deste grupo de pessoas sobreviveram à guerra.


Um amigo da família que conhecia Otto , encontrou o diário de Anne e o guardou por um bom período com a intenção de entregá-lo a algum parente , caso encontrasse.


Quando conseguiu localizar seu pai, entregou-lhe a obra da filha.
O diário foi finalmente publicado pela primeira vez em 1947.

A obra teve tal sucesso, que os editores lançaram uma segunda tiragem em 1950. O "Diário de Anne Frank" foi traduzido para diversas línguas, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. 


O livro que começou como um simples diário de adolescente transformou-se num comovente testemunho do terror nazista.

                                                             
                                                 Annelisse Maria Frank

E assim caminhou a humanidade - tropeçando em seus próprios passos; cambaleantes dominados pelo poderio bélico; acusados injustamente ... perseguidos e mutilados; refreados em seus mínimos direitos , decapitados e degolados pelos carrascos.

Quem não viveu essa épocas, ou pensa que não viveu? E vive a de hoje. 


Também não pode dizer estou livre de tormentas!

Quiçá pudéssemos dizê-lo... 


Mas amigas(os): Sei que me impedem a garganta de pronunciar tais palavras.

Vivemos a opressão disfarçada... 


as traições sob júdice... 


o confinamento das relações... 


o desamor por parceiro ... 


e a pieguice da pena, sob o manto da bondade descabida. 

Seres Hipócritas - esses humanos... diriam os Ets se nos conhecessemos a fundo!!! 


Cruz Credo!!!

Se pudesse falar aos antepassados algumas palavras pediria-lhes apenas: 


Perdão!!!


                                  




                                              


                                       O Menino do Pijama Listrado - Livraria Cultura



      
     Pessoas a caminho dos campos de concentração.




P.S:
      
Dedico essa postagem a meus avós: 


Paul e Alice Baruch ... 


A Isidor e Bernard Baruch ... 


Aos meu tios Frederich e Edith  ... 


A Rose Baruch... 


A família Schindler ... 


Aos Siegriefid ... 


Aos Cohens ... Serruya ... 


E a meu pai... Gunther Baruch. 


(porque sem eles certamente eu não existiria hoje!)  


    
Que Deus os conceda o descanso dos justos!!! 


    
         Um dia nos reecontraremos.

............. Shallom ...  Baruch ...   Adonai .................








    Ainda que hajam dificuldades ... a vida renascerá, em nossos corações...




Postado por baruchess@gmail.com

terça-feira, 3 de abril de 2012

Helena de Tróia

 

O que nos faz apaixonarmos?

O que nos faz  ficar românticos? Horas e horas de conversinha ao pé do ouvido do outro... confissões e juras?

De onde vem esse sentimento? 

É possível amarmos ao mesmo tempo duas pessoas?

É possível convivermos e não amarmos?

Oh dúvida cruel: Este ou aquele? Louro ou moreno etc... etc... etc... 

A noite já ia se adiantando, o dia amanhecendo... no dia seguinte nossos compromissos nos esperava, e as três continuavam de trelele!!!

Alicinha , Rita de Cássia e sua irmã Rogéria. 

Seus pais dormiam e nós deitadas no tapete da sala a dividir o ventilador(que era um só para as três, e o espaço maior na sala) , assim recordavámos como havia sido o dia anterior... há quem emocionamos, e quem conseguiu nos emocionar.

Rita já de casamento marcado, Rogéria de namoricos, e eu apenas trabalhava e estudava. 
Fazíamos planos para uma vida plena e cheia de belezas... 

Aprendíamos um pouco de tudo a cada dia, e trocavamos figurinhas e comentários sobre os rapazes da época.

Numa coisa as três sempre concordavam:O mancebo, teria que ser pelo menos romântico! Trazer flores nas datas especiais... bombons, ser gentil e cortês...

E, recordávamos as aulas de História do professor Antonio Jorge, principalmente a história de Helena de Tróia, que tanto empolgava o mestre, e mesmo assistindo a sua aula em horários diferentes - o que às vezes acontecia , podia-se perceber as emoções na fala, e em seus olhos.
A narrativa corretíssima - o que nos fazia pensar às vezes que ele - o professor havia lutado naquela batalha , tamanha a veracidade com que a história era reproduzida.

Meninas - vocês acreditam em reencarnação?.
Dizia eu - pois sabia que a mãe delas era kardecista, e frequentava a Federação espírita do Brasil, às terças - feiras, fizesse sol ou chuva...pontualmente às 17hs, na Av. Passos - Centro do Rio. 

Um casarão imponente - e que se via chegar senhores e senhoras de bom nível, e bem arrumados e adentrar os salões do casarão.

As duas apesar de divergir em muitas coisas, e opiniões antagônicas, em quase todos os assuntos - nesse tocante - nunca divergiam: Sim, acreditamos...

E passávamos horas analisando os livros de Kardec , Chico Xavier... bezerra de Menezes, entre outros. 
Não num sentido de adoração. 
Mas faziamos uma leitura analítica, dos discursos e explicações que eram dadas nos livros e revistas.

Embora minhas raízes judaicas , me fizessem apreciar a doutrina - o espiritismo era uma interrogatória, que não se podia duvidar, nem tão pouco levantar a bandeira totalmente. 

Muitos fatos ficavam à luz  da compreensão, e às vezes a conversa aumentava com a chegada de outras pessoas, uns de outras crenças , outras que frequentavam o círculo da Dorinha.

Vez por outra presenciávamos a incorporação de entidades, que chegavam de surpresa e exigiam das minhas amigas uma preparação rápida, com o uso de roupas adequadas, champanhes, cigarrilhas, incensos perfumados...

Elas(es) vinham ... falavam coisas boas de se ouvir, cantavam cânticos, que algumas vezes não se compreendia o idioma, deixavam mensagens para um ou outro ausente, prenunciavam mortes e outras situações delicadas.

Pediam que tivéssemos coragem, e discernimento, e muita Fé no Altíssimo.

E , se despediam como se fossem viajar para dali muito longe. 
Nos deixando uma sensação de incompletude. 
Parecia que aquele momento não existira realmente, e que havíamos sonhado.

Mas não dormiramos!

De fato, vivenciamos momentos de profunda paz... e calmaria. 
E após esses encontros - sem datas marcadas - tinhamos, ao ouvirmos as explanações, um aumento de percepção... intuição, sei lá como chamar. 

Algo havia mudado daquele momento em diante.

Era, como se entrassémos numa esfera invisível, numa outra rotação, e o mundo lá fora, não estivesse ali naquele presente.

Engraçado - que quando alguém de fora batia no portão - logo se retirava - como se ali não houvesse quem atende-los.

Aquelas tardes, noites desses dias - eram um presente que de uma forma esperávamos que se repetisse - sempre que uma de nós; amigas , estivesse com problemas a serem resolvidos, e que necessitasse de uma ajudinha extra , pra definir melhor qual caminho a ser tomado. 
E, nossa visão se clareava...

Eu, pessoalmente recebi vários "insightes"; depois dessas sessões... e, muita coisa, muitas decisões que tomei depois dali, a inspiração, surgira de certo desses encontros.

E , naquele chalé - como a dona se referia ao local.

Uma casinha muito bem ambientada - e decorada , com vários elementos da cultura nordestina, e do Brasil.

Vía-se um sincretismo religioso, bem típico de nossa raça. Que recebia elementos das mais variadas descendências.

Assim entre: candelabros de prata, estatuetas de bronze (de cavalheiros medievais), Santas católicas - dentre elas: Santa Rita de Cássia e Santa Sara a egípcia; cortinas de rendas, cumbucas de barros, cuias , e outros objetos da roça, a casa tinha um certo ar exótico... e quem ali entrasse nunca sairia da mesma maneira- como entrou. 

A dona Dorinha - tinha sempre um cálice de licor, um pedaço de fubá ou uma peta, um queijinho picado... um vinho do porto, para suas visitas deste ou daquele mundo.

E, é por isso que mesmo não existindo visivelmente essa criaturinha- as lembranças permanecerão vivas dentro de mim.... seu entusiasmo pela vida, e suas memórias ainda permanecem em nós.


                    ..............................

Uma das aulas do professor mais greco e troiano que já tivemos.


Introdução


A Guerra de Tróia foi um conflito bélico entre aqueus (um dos povos gregos que habitavam a Grécia Antiga) e os troianos, que habitavam uma região da atual Turquia. Esta guerra, que durou aproximadamente 10 anos, aconteceu entre 1300 e 1200 a.C.


Causa da guerra


Gregos e troianos entraram em guerra por causa do rapto da princesa Helena de Tróia (esposa do rei lendário Menelau), por Páris (filho do rei Príamo de Tróia). Isto ocorreu quando o príncipe troiano foi à Esparta, em missão diplomática, e acabou apaixonando-se por Helena. 

O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com que este organiza-se um poderoso exército. O general Agamenon foi designado para comandar o ataque aos troianos. Usando o mar Egeu como rota, mais de mil navios foram enviados para Tróia.


A Guerra
 


O cerco grego à Tróia durou cerca de 10 anos. Vários soldados foram mortos, entre eles os heróis gregos Heitor e Aquiles (morto após ser atingido em seu ponto fraco, o calcanhar).


A guerra terminou após a execução do grande plano do guerreiro grego Odisseu. Sua idéia foi presentear os troianos com um grande cavalo de madeira.

 Disseram aos inimigos que estavam desistindo da guerra e que o cavalo era um presente de paz. Os troianos aceitaram e deixaram o enorme presente ser conduzido para dentro de seus muros protetores. 

Após uma noite de muita comemoração, os troianos foram dormir exaustos. Neste momento, abriram-se portas no cavalo de madeira e saíram centenas de soldados gregos. 

Estes abriram as portas da cidade para que os gregos entrassem e atacassem a cidade de Tróia até sua destruição.


Os eventos finais da guerra são contados na obra
Ilíada de Homero.

Sua outra obra poética, Odisséia, conta o retorno do guerreiro Odisseu e seus soldados à ilha de Ítaca.







Ritinha?

Heim ??

Se você fosse a Helena, com quem ficaria?

Como assim? 

Com qual dos dois homens? Páris ou Menelau??

Sabe - que nunca pensei nisso!  Sei não.

Ah, dizia a irmã: Eu ficaria com Páris... que certamente deveria ser mais jovem, mais viril, mais forte inclusive ...

E Rita- como irmã mais velha, e quase pronta para se casar: 

Acrescentava - com ares de sábia:

Pois, eu ficaria com o mais velho... que foi quem lutou por mim, e arriscou a vida até conseguir me trazer de volta à casa...


Mas e, se estivesses apaixonada por Páris?


E ela dizia calmamente: esperaria um tempo melhor para ambos.... com um olhar no espaço!!!

E, assim proseávamos , mais uma vez sobre o amor.

Esse amor da juventude- que deveria ser calmo ... belo ... ponderado e sereno.

Rita, certas horas declavama sobre esse sentimento, citando Vinícius de Moraes, Fernando Pessoa, Jorge Amado... e outros com a leveza de um mestre, e um olhar de um ancião.

Uma vez, nos disse: 
  
    "O homem é a medida de todas as coisas, que o levou, inclusive, a afirmar que o verdadeiro sábio é aquele capaz de julgar as coisas segundo as circunstâncias em que elas se inserem e não aquele que pretende expressar verdades absolutas".


Texto atribuído a Protágoras.


Apud: A Arte de argumentar- gerenciando a razão e emoção
Autor: Antônio Suárez Abreu
ateliê editorial - 5ªedição/S.Paulo


Postado por: baruchess@gmail.com




bjssss....





A vida segue seu fluxo ... Nada muda sem que você não permita!

A vida segue seu fluxo ... Nada muda sem que você não permita!
Que lugar é esse ? One club of The chess... greast ...