segunda-feira, 16 de junho de 2014

Tia Maria Mineira - Paratinga e suas lindas histórias...




   Inexiste uma pessoa que quando criança não pediu à mãe ou avó , ou outra pessoa maior do que ela, que lhe contasse uma história antes de dormir. 

   Não pesquisei ainda sobre isso, mas acho que o imaginário infantil, necessita, e como desse recurso, e quantos adultos ainda precisem desse recurso até hoje?. 

   Me lembro que me contavam histórias de mula sem cabeça...pra dormir, era um terror, e na maioria das vezes , a criançada fazia xixi na cama, só de medo de levantar-se para ir ao banheiro.

   No interior, e todos sabem que fui de um, os casos eram contados na porta da rua, que era pra todo mundo tomar ciência, e quem contasse mais e melhores casos, era ouvido por quem passava pela porta... pois como não tínhamos televisão, o que sobrava para depois do jantar, era ir pra rua mesmo.

   Colocávamos as cadeiras na calçada, e até tarde conversavam os adultos, enquanto os pirralhos, brincavam na praça em frente, ou mesmo até a calçada do vizinho. 

   Mas sem que nenhuma das crianças deixassem de serem observadas por olhos atentos e aguçados, dos mais velhos.

   E, quando o mais prosador, aparecia, era ovacionado pelos demais, e convidado para um dedim de prosa.

    Lembro-me que minha mãe, também colecionava seus "causos", gostava muito de falar de sua tia Maria mineira, que era pão dura, e guardava dinheiro em baixo do colchão, ou dentro dos santos. 

   Ai ficávamos com uma tremenda pulga atrás da orelha:

 1-Quanto ela teria dentro do santo?

 2-Qual seria o santo que tinha mais dinheiro?

 3-Aonde guardaria este santo para que ninguém achasse 
a grana?

 4-Como gastaria esse dinheiro? Já que ela não viajava, nem comprava artigos de luxo para si mesma, nem para seus sobrinhos pobretões.

 5-O que passava pela cabeça da tal tia, que nem marido tinha, por que resolvera que ninguém poderia assumir o lugar de um tal caixeiro, por quem planejou fugir de cavalo, e o moço, depois de levar seu bem precioso, nunca mais dera a cara pelas redondezas;

 6-E quem era um certo Wadinho que era um hospede com privilégios especiais? teria a tia alguma coisa com aquele forasteiro  depois de quase 30 anos do ocorrido?

  As nossas cabeças, de meninos curiosos, fervilhavam de tantos questionamentos, mas da pensão de tia mineira, na verdade já não restava nem partes. 

  Diz-se por aquelas bandas que ela fora assassinada, numa noite, em que não haviam mais hóspedes na casa.

   Justamente na noite, em que resolveu que dispensaria os empregados no dia seguinte. 

    No domingo de Ramos, e que seu corpo só foi encontrado na segunda feira já arroxeado. E os santos todos estavam quebrados, ou alguns deles haviam sido levados.

  A pensão passara para as mãos de um certo fazendeiro, malvisto pelas redondezas, que apresentou notas promissórias, aquelas de papel do Tesouro Nacional amareladas, assinadas por ela de dívidas pra com ele.

  A assinatura, segundo o juíz de direito da cidade, era dela mesma.
   
   Mas ai toda a cidade, tornou-se detetive: 
   Pra que Maria queria tanto mais dinheiro, a ponto de fazer empréstimos, e colocar seu casarão como aval?

   Aonde haveria usado aquela verba,se a pensão estava toda novinha, e há muito tempo, não vira obra alguma??

  Quem era o tal forasteiro, que ela andava enrabichada?

  Foram criadas diligências para encontrar o tal moço, mas não havia nenhuma pista, nenhuma foto.

   Alguém chegou a comentar, que ele fugia das máquinas de fotografar, como o diabo fugia da cruz, que na festa de Sto Antonio, aonde era comum todo mundo ter uma foto com o andor, ele largou o mesmo, que quase derrubou o santo, quando o fotografo se aproximou. 

  Deixando para traz minha tia, que organizara a festa, e as dezenas de moças casamenteiras do local.

  Ouvi minha madrinha dizer: que nunca fora com a cara dele, e que havia alertado a amiga, para não dar bola, pra rapaz de fora, de outras terras, mas a Maria mineira nunca ouvira ninguém.

  A mãe dela, percebíamos , era quem mais dor passava,por que viera de Góias com as três filhas,ainda pequenas numa carroça, pra essas terras estranhas, atrás de uma tia sua, depois do marido ter morrido de tuberculose, e sua família, mandá-la embora atras de seus parentes, por que ela não poderia ficar por ali. 

  Revendo isso, nem faço idéia dos sofrimentos daquela moça. Por nome de Ana Rodrigues d' Almeida,natural de Goias, muda de nascença, e numa terra estranha com três crianças.

  Veio ser lavadeira da cunhada, e por ali ficara, até que as filhas tivessem oportunidade de viver dignamente.

 A mais velha era exímia costureira,e confeccionava rendas de bilros, que mais se assemelhava as francesas, que as moças ricas usavam.

  A do meio, era alta, cabelos longos, lábios bem feitos, e veio a se casar com o marceneiro e sacristão sr. Laudelino, o meu avô materno, e a mais nova, de nome Maria Amélia, caiu nas graças do padrinho, e herdou o casarão deste ao morrer. 

  Diziam até as más línguas que ele ... (esquece).

  Mas o que estava em questão por ali, era aquele assassinato.

 Frio, impávido, inconsequentemente cruel! 

 Até hoje quando alguém passa pela rua, e pergunta sobre a história do casarão amarelo e verde, da esquina da Manuel Novaes, ouvirá que ali fora a melhor pensão que Paratinga já teve, e pertenceu a Maria mineira, mulher brava, que caiu nas lábias de um sedutor forasteiro!
   
Em tempos:Paratinga




   Igreja de Santo Antonio, ao lado da casa de meu avô...é virada para o lado do rio São Francisco, por que as embarcações, em épocas das cheias, vinham até a cidade e ancoravam nesse pátio!



Município do Vale São-Franciscano da Bahia, de clima semi-árido com predomínio da vegetação de caatinga e que em 2004 tinha 29.474 habitantes. Um dado interessante sobre a cidade é o registro da maior temperatura no Brasil, exatamente 45,7 º.
O município foi criado em 1745.

Era a maior cidade de sua micro-região, suas terras se estendiam por onde hoje é Bom Jesus da Lapa, Ibotirama, Macaúbas, dentre outras dezessete cidades do oeste baiano.
Cidade de história e cultura muito rica, até hoje preservam-se casas com características barrocas. Sua população é, atualmente, estimada em 30 230 habitantes.


 A caatinga é a vegetação predominante.

Paratinga tem pontos turísticos como as Águas Termais do Paulista e do Brejo das Moças, com piscinas naturais de água termo-mineral, além da Gruta da Lapinha, com desenhos rupestres ainda conservados e com potencial turístico a ser explorado.
Possui a maior ilha fluvial do Rio São Francisco, denominada de Ilha de Paratinga. O município é banhado pelo Rio São Francisco e, em toda sua extensão, possui belas praias e recantos ribeirinhos onde se tem a prática da pesca esportiva.
[editar]Histórico

Em 1745, o povoado formado a partir da fazenda de gado denominada Santo Antônio do Urubu de Cima foi emancipado, promovido à categoria de vila. No ano de 1827 limitava-se, ao norte, com a Vila de Pilão Arcado; ao Sul com o estado de Minas Gerais; a oeste, com Barra do Rio Grande e Campo Largo; a leste, com Vila de Santo Antônio da Jacobina, Rio de Contas e a Vila Nova do Príncipe e Santana de Caetité.[7]
Em 2 de maio de 1835, foi criada a Comarca do Urubu, com objetivo de levar o poder do governo imperial à região.
Em 25 de junho de 1897, a sede foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Cidade do Urubu. Em 29 de maio de 1943, o nome do município foi alterado para Rio Branco. Em 31 de dezembro de 1943, o nome da cidade sofreu nova alteração, passando a se chamar Paratinga.


http://br.search.yahoo.com/search?fr=mcafee&type=A211BR885&p=Pratinga+Bahia


Imagens:









http://palavrasdoimaginario.blogspot.com.br/2009/01/arte-de-contar.html

http://reginapsicopedagoga.blogspot.com.br/2011/04/importancia-do-contar-historias-na.html


"No sentido da língua, particularmente, as histórias:

· enriquecem a experiência;
 · desenvolvem a capacidade de dar sequência lógica aos fatos;
 · dão o sentido da ordem;
 · esclarecem o pensamento;
 · educam a atenção;
 · desenvolve o gosto literário;
 · fixam e ampliam o vocabulário;
 · estimulam o interesse pela leitura;
 · desenvolvem a linguagem oral e escrita;"

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A sutil leveza do ser - entre o que é, e o que não é... Roberto sempre ele.






Nem é tudo é o que parece ser..
O poeta já dizia: Nada é divino,
nada é maravilhoso
Existem coisas além do que vemos...

Existe o ocaso..
Existe a ocasião..
O nascer...o crescer...
O ir e vir...

E estamos sempre indo e vindo...
Vamos aqui e acolá...
Vamos sendo o que não somos ontem...

E o que não seremos amanhã
Se é redundante o dizer...
Por certo é melhor do que o calar...

Se, calo escondo dúvidas, se falo
Não me entendem...
Se mato me prendem!!

A vida estressa e desestressa...
É meiga, e capisiosa..
É pranto, riso, dor e lamento...
É um não sei, nem do que , nem por que!!!

                                                     
 (Baruch Yahweh)













Nas mãos está o mundo... está a destruição , ou a perfeição de uma obra de arte...a criação de uma idéia ao longe.

Nas mãos, tenho o afago, o análogo.... ou o âmago , o bálsamo e o unguento...

Com as mãos alimento meu potencial... me alimento...me despojo de roupas de máscaras....,de rótulos.

Com minhas mãos, percebi que compreendendo o formato, 

E registro..., e dissimulo, e massageio...

E, entendendo do que ela é capaz, me calo... não reclamo... crio meu paradigma pessoal. e continuo percebendo o sútil, de cada um, em cada mão que vejo.... em cada mão que seguro... em cada mão... só em cada mão! (Baruch Yahweh)


Energia presa - com Eduardo Gonçalves de Paiva




Quando nossa energia está presa negativamente a uma situação ou a um relacionamento ela vai refletir em todas as áreas da nossa vida. 

Como nossa energia vai se juntar e atrair energias de abundância e prosperidade se ela está presa e com outro padrão vibratório?


Enquanto não sairmos do que nos prende, estaremos concentrando e aumentando a negatividade no nosso campo energético. 


E o nosso campo energético atrai energias semelhantes e repele energias diferentes. 


O primeiro passo é a transmutação e limpeza desse campo através da mudança dos pensamentos e emoções.


É tirarmos o foco do que está nos prejudicando e acostumarmos nossa mente novamente a buscar o caminho evolutivo. 


Toda mudança requer força de vontade e o que deve alimentar esse desejo é que só depende de nós. 


Assim como atraímos energia negativa podemos atrair energia positiva...


Desprendamos-nos das amarras que nos cercam...

Da insconsciência, que nos absorve..

Das agruras do desamor próprio, e tudo o mais...

Que nos retira o brilho no olhar...

                                                 besosss...

L´essentiel est invisible pour les yeux

O hoje por si só já me  basta!!

Hoje o dia está nublado...
paira uma luz tênue,
o sorriso é manso...
derrama lembranças de fatos antigos

O tabuleiro de xadrez, em cima da mesa...
lembrando-me que a vida, tal qual um jogo,
requer reflexão...

O sol definitivamente hoje,
não chegará por essas bandas...
mas não é motivo para desacreditarmos nele...

Logo , ele virá...
resplandecente, e firme...
logo ele nos iluminará a face...
e, perceberemos, o quanto a vida se renova ...

em cada um de nós,
então mais do que sentir...
mais do que sorrir...
sejamos gratos a tudo isso sempre!!

(Baruch Yahweh)

domingo, 18 de maio de 2014






As vezes comparo a nossa vida, as estradas.... ou melhor dizendo aos inúmeros caminhos que temos que seguir... alguns ásperos e secos, outros úmidos, alguns gramados, outros de rochas escorregadias, alguns de areia outros de cimento... etc... 

O importante não é a chegada, são os caminhos! 

A paisagem que avistamos em cada um deles . 

O clima, a temperatura, a sensação térmica, as pessoas que por eles passam... por isso o caminho de São Thiago tornou-se tão popular... mas o que importa mesmo - é como você se vê nesses momentos. 

Torne-se a figura chave nesse momento: Queira tudo a que tens direito, distribua amor por onde passares, e a vida te retribuirá em dobro - tudo o que ofertares!!

Traga dessa viagem àquilo que lhe causa prazer... sentimentos ruins devem ser apagados de sua memória, por que levar roupa velha em uma viagem de lazer?

Faça um enxoval novo... leve, claro e fresco, mas tenha um agasalho para os momentos de frio, shorts de banho e um roupão felpudo para acariciar o corpo.

Uns sapatos confortáveis e tênis para os caminhos mais íngremes.

Nada de luxúria ou bagagens desnecessárias...

E o importante: sorria sempre; até de você mesmo, por estar te dando essa oportunidade.

A oportunidade de estar a sós. De te presentear com o que o caminho tem pra te dar... os cheiros das flores, do orvalho, e até da titica do boi que passou por ali...

Tudo faz parte... tudo está intrinsicamente correlacionado à sua vida.

E, tudo é como tem que ser, seria não o seria!!!.


Desfrute de tudo - e você se sentirá a pessoa mais importante dessa vida, teu Deus interior estará ali soprando ao teu ouvido, os melhores conselhos... a melhor forma de viver...


Sejais feliz como nunca ... Meu caro... caríssima....

                         Namastê.










Meus sinceros votos de que a sua vida seja plena de Paz... Luz e Amor. 

Bom domingo!!

sábado, 17 de maio de 2014

É o amor escreve entrelinhas. Morre Luciano do Valle. - por Walter Brito (facebook)- e Carlos Yoshiura - árbitro Internacional de volley-ball






Morreu Luciano do Valle, o precursor de múltiplos eventos esportivos: Luciano do Valle de todos os esportes

Do futebol, basquete, vôlei, automobilismo, esportes olímpicos, boxe a sinuca. 

Presença marcante e pioneira. 

Quem se lembra da seleção brasileira de masters de futebol como técnico, dos jogos de futebol feminino, da fórmula Indy e do responsável pelo auge da carreira do lutador de boxe Maguila? Nossos domingos eram melhores.

Um dos poucos, que não se somam a três, a criticar a decadência da imprensa esportiva brasileira, que contratava (e continua contratando) ex-jogadores de futebol a ocupar cargos de jornalistas, que além de não possuir formação profissional adequada, maltratam a língua portuguesa. 

A flexão de verbos diante de coletivos, o verbo haver como sinônimo de existir e a fala erroneamente costumeira do vai vim são alguns desprazeres vindos de ex-atletas de obesa conta bancária que deveriam buscar uma educação acadêmica formal.


Um dos raros profissionais que narravam um gol de qualquer time com a mesma ênfase seja do Bangu, do Central do Caruaru, do Flamengo, da Ponte Preta, do São Paulo... 

Formou uma equipe esportiva das mais qualificadas da televisão brasileira. Criou e inovou sem igual o esporte na televisão brasileira.
Com a morte de Luciano do Valle o jornalismo esportivo se empobrece literalmente e igualmente a imprensa esportiva, a cultura no esporte e a difusão do esporte brasileiro.

Foi-se o jornalista de todos os esportes. 

Calou-se incomparavelmente mais um dos melhores gols da imprensa esportiva brasileira, como os de Jorge Cury e Waldir Amaral. 
Vai com Deus e descanse em paz Luciano do Valle. Luciano encontrará seu amigo Carlos.





    Aqui para lembrar-nos que se foi também Carlos Yoshiura - árbitro internacional de volley-ball. árbitro competente e capaz, com sua calma oriental e rigor de Mestre, dava as partidas seu tom de regência ímpar... era bonito de ser; vê-lo conduzir o volleyball.

Acho que esse esporte nunca mais será o mesmo.... sem ele em quadra. 

As palavras quando nos falta, resta-nos a oração de despedida, e um adeus de vida,que se esgota como a primavera, ou o verão que se despede do sol... mas as estações se repetem, e os amigos se vão, e só resta-nos uma saudade solitária e dolorida de um adeus amigo , quem sabe se qualquer dia, a gente se encontra.

Fica na Paz do Grande GADU, e descanse firme de ter realizado um magnífico trabalho por essas bandas.

















Expressar-se com amor, com gratidão, com sabedoria.
AMAR COM TODA PRESSA E SINCERIDADE, pois não há tempo a perder. busquem a essência de tudo que é bom e bonito, agradável e santo. a vida é uma prova, e essa prova é dolorida e cheia de incertezas. façam o bem e ajudem uns aos outros,
e dediquem-se a fazer o melhor em todas as áreas de suas vidas!!




sábado, 10 de maio de 2014

Quem é essa moça? Caissa, existiu?

“ O árbitro internacional e autor enxadrístico espanhol Pablo Morán publicou na revista Ocho x Ocho (junho 89) um artigo pretendendo explicar a origem do nome Caíssa.

“Na verdade, não é uma deusa clássica, mas sim uma criação literária do final do séc
ulo 18, sem parentesco algum com as divindades olímpicas consagradas pela mitologia.”


E após tecer algumas considerações sobre as nove Musas, filhas de Zeus e Mnemósine, ele situa a criação da jovem musa Caíssa no ano de 1772.


Morán explica então que Sir William Jones (1746-1749), famoso orientalista inglês, quando ainda era estudante em Oxford, publicou nesse ano de 1772 um poema intitulado Caissa – a data em que esse nome aparece pela primeira vez.”


”Caíssa, 64 Crônicas de Xadrez”,( Hélder Câmara)




É preciso reviver o passado, para que o futuro deixe de ser um imenso vazio, desmemorizado.

Claro que não se trata ser saudosista ou depressivo, perante os olhos dos demais, mas sim valorizar nossa história, nossos antepassados... criar imagens de ternura para com os mesmos, a fim de entendermos melhor por que estamos aqui, e até onde podemos ir.

       Bom domingo... bjosss

A vida segue seu fluxo ... Nada muda sem que você não permita!

A vida segue seu fluxo ... Nada muda sem que você não permita!
Que lugar é esse ? One club of The chess... greast ...